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POR QUE TÊM TANTO MEDO DE LULA LIVRE? LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Faz um ano que estou preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial.

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O que mais me angustia, no entanto, é o que se passa com o Brasil e o sofrimento do nosso povo. Para me impor um juízo de exceção, romperam os limites da lei e da Constituição, fragilizando a democracia. Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros.

Hoje está claro que a minha condenação foi parte de um movimento político a partir da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Derrotada nas urnas pela quarta vez consecutiva, a oposição escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder, retomando o vício autoritário das classes dominantes brasileiras.

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BOLSONARO Y EL NAZISMO

Dijo que Hitler era de izquierda

Bolsonaro

Jair Bolsonaro, que se encuentra en visita oficial en Israel desde el domingo, visitó ayer al Museo del Holocausto Yad Vashem, donde encabezó una ceremonia en la que encendió una antorcha y entregó un ramo de flores en la Cripta del Recuerdo en memoria de los seis millones de judíos exterminados por el nazismo.

Al salir del museo, el mandatario brasileño concluyó en que “no hay duda” de que el nazismo fue un movimiento de izquierda, una afirmación que no es compartida por el propio centro de investigación del museo israelí. La prensa brasileña recordó que el Centro de la Memoria del Holocausto de Jerusalén explica claramente en su página web que el nazismo fue parte del surgimiento de grupos radicales de derecha” en Alemania. Poco después, Bolsonaro ofreció una entrevista grupal a varios medios y cuando le preguntaron si estaba de acuerdo con su canciller, Ernesto Araújo, quien hace poco repitió en su blog que “el fascismo y el nazismo son fenómenos de izquierda”, respondió: “No hay duda. Partido Socialista. ¿Qué otra cosa si no?” “Era el Partido Nacional Socialista de Alemania”, concluyó el presidente brasileño, que ganó las elecciones en 2018 comparando comunismo con nazismo y prometiendo ilegalizar todos los movimientos sociales y las fuerzas políticas que se identificaran con las ideas comunistas.

Unas horas antes, Bolsonaro participó junto al primer ministro de Israel del foro Misión Comercial Brasil-Israel en Jerusalén y ambos visitaron la Exposición de Innovación Israelí. En este viaje el mandatario brasileño  profundizó su alianza con Netanyahu al anunciar la inminente apertura de una oficina con estatus diplomático para la representación de negocios, tecnología, investigación e innovación en Jerusalén. No bien asumió y en una reunión con Netanyahu en Brasil, Bolsonaro había prometido trasladar la embajada de Tel Aviv a Jerusalén, un anuncio que despertó críticas al interior de su gobierno, en especial del ala militar nacionalista liderada por el vicepresidente Hamilton Mourão. Hoy, Bolsonaro visitará a brasileños residentes en Israel y pondrá fin a su viaje de cuatro días.

Fuente: Página 12

QUANTA DOR LULA AINDA PODE SOPORTAR? POR QUE O TEMEM TANTO OS SEM-CARÁCTER? CLAUDIA MOTTA E PAULO DONIZETTI DE SOUZA

CLAUDIA MOTTA E PAULO DONIZETTI DE SOUZA / RBA

Perseguido barbaramente há três anos, nesse período ex-presidente perdeu companheira de vida, irmão, neto e amigos. Mas ainda empresta seu olhar sereno e altivo para que a esperança sobreviva
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Foto: Ricardo Stuckert

Ao se despedir do neto, o ex-presidente Lula disse a Arthur que ele agora está com dona Marisa no céu. E prometeu que quando for encontrá-los também, vai levar o diploma de sua inocência, que vai redimi-lo de todo bullying que o Arthur sofreu na escola. E vai provar que Moro e Dallagnol mentiram.

Quanta dor um homem é capaz de suportar? É impossível saber. A natureza humana é vasta, os limites, extensos. Aos 73 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva parece forçado a testar esses limites.

O ex-presidente foi preso em 7 de abril passado, dia do aniversário de 67 anos de sua companheira de vida, Marisa Letícia. A mulher com quem foi casado por 43 anos morreu em 3 de fevereiro de 2017.

Familiares e amigos atribuem a morte prematura de Marisa Letícia a todo o sofrimento vivido por Lula, pelos filhos e por ela própria. A ciência comprova a relação entre tristeza, angústia, adoecimento.

Depois de 10 meses sem poder conviver com os filhos, netos, com sua bisneta, seus amigos e sem o contato permanente com o povo – vivência que dá ao ex-presidente energia e juventude –, em 29 de janeiro último Lula perdeu o irmão mais velho, Vavá. Também metalúrgico em São Bernardo do Campo, Vavá estava com 79 anos e lutava contra um tipo raro de câncer que afeta os vasos sanguíneos. Contrariando a Lei de Execuções Penais, o ex-presidente foi proibido de participar do velório até o último momento.

A jornalista Nicole Briones, do Instituto Lula, que está “ao lado” do ex-presidente na cobertura da Vigília, em Curitiba, conta que nesse quase um ano Lula só teve medo uma vez. “Era uma manhã de domingo quando os advogados entraram em sua cela e ele não entendeu”. O dia, 8 de julho, e estavam lá pra comunicar que ele estaria livre graças a um habeas corpus do TRF4. Lula não foi solto e manteve a serenidade o dia todo. “Mais tarde, contou que seu medo foi a possibilidade de terem aparecido lá pra comunicar uma notícia ruim sobre o irmão, que já não estava bem”.

Nesta sexta-feira (1º), entretanto, o pior dos medos que um ser humano pode sentir, se confirmou. Lula recebeu a morte do seu neto Arthur, de 7 anos.

“Deveria ser proibido um pai enterrar um filho e um avô enterrar um neto”, disse o ex-presidente, consternado pela dor. Arthur era o único filho de Marlene e Sandro, o mais jovem dos filhos de Lula e Marisa.

Vavá morreu saudoso do irmão ex-presidente. E pobre, como foi durante toda a vida. Como de resto toda a família Lula da Silva, sofria com a injustiça dos ataques, e com as mentiras tecidas ao longo de décadas e que hoje ajudam a alimentar um ódio que corrói a nação.

Era de Arthur, lembra o blogueiro Luiz Müller em texto postado ontem, o tablet apreendido pela força tarefa da Lava Jato há três anos. Naquele 4 de março de 2016, Sérgio Moro promoveu a ação espetaculosa da condução coercitiva de Lula – não sem antes mandar invadir e revirar ao avesso seu apartamento em São Bernardo do Campo. Tudo isso sem que o ex-presidente tivesse recebido sequer um convite para ir depor espontaneamente. Seguir leyendo QUANTA DOR LULA AINDA PODE SOPORTAR? POR QUE O TEMEM TANTO OS SEM-CARÁCTER? CLAUDIA MOTTA E PAULO DONIZETTI DE SOUZA

LULA SOBRE BOLSONARO: “TEM GENTE QUE SE ELEGE PARA GOVERNAR, TEM GENTE QUE SE ELEGE PARA DESTRUIR”

BRASIL DE FATO | Curitiba (PR)
Lula
Lula está preso desde 7 de abril de 2018 / Ricardo Stuckert

“Tem gente que se elege para governar, tem gente que se elege para destruir”. A mensagem indignada do ex-presidente Lula (PT) sobre os dois primeiros meses do governo Bolsonaro (PSL) foi transmitida pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT) e Gleisi Hoffmann (PT) após visita à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba (PR). Os parlamentares conversaram com a militância na Vigília Lula Livre após o encontro com Lula na tarde desta quinta-feira (28).

“[A visita] Sempre é algo inspirador”, resumiu Pimenta. “O presidente Lula já está aqui há quase um ano, numa solitária. De hoje até o final do carnaval, não vai receber nenhuma visita. E ele tem uma consciência do seu papel histórico, sabe por que está aqui, sabe que é um preso político, e sabe o que significa para o povo brasileiro”.

O deputado gaúcho deixou claro que a única saída é manter a mobilização contra a retirada de direitos dos trabalhadores: “O que ele pede para nós é ter capacidade de luta, de resistência, para mobilizar a sociedade sem perder de vista a nossa missão: lutar para que este país seja justo, generoso, com oportunidades para todos”.

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De casa em casa

Presidenta nacional do PT, Hoffmann endossou as críticas de Lula ao governo Bolsonaro. “O Lula tem clareza do papel que o PT e os movimentos populares de esquerda têm na defesa do Brasil. Ele tem uma visão clara de que o Brasil está sendo destruído. Tudo aquilo que nós construímos, desde a Constituição [de 1988], está sendo destruído”, lamentou, ao citar a PEC da Previdência, a entrega do pré-sal, o desmonte da indústria nacional e o alinhamento aos Estados Unidos na política externa. “Lula diz que eles não estão acabando só com os direitos do povo, mas com a soberania nacional”, acrescentou a deputada.

“Nós temos que falar com o povo, nas praças públicas, bater de casa em casa”, reforçou Hoffmann. Segundo ela, falar sobre o legado de Lula é deixar claro que o Brasil só voltará a crescer com políticas públicas de inclusão e redução da desigualdade: “Lula significa um tempo de prosperidade para o povo, como não tivemos em nenhum momento da história”.

 

BOLSONARO DICE QUE DESEA SUMAR A BRASIL AL PODERÍO MILITAR DE EE.UU. EN LA REGIÓN

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Estados Unidos cuenta con más de 75 bases militares en la región. Foto: Perú al día

EE.UU. le viró la cara al Acuerdo de París sobre cambio climático y ya Bolsonaro ha dicho que daría también ese paso, de hecho la COP 25 que debía celebrarse en su país ha sido transferida a Chile, pues el nuevo mandatario rechazó la sede; EE. UU. injustamente consideró a Cuba, Venezuela y Nicaragua como la troika del mal y Jair dinamitó con sus ofensas y condiciones el programa Más Médicos, en detrimento de la salud de su pueblo; EE. UU. arremete contra el Gobierno legítimo y democráticamente electo de Venezuela y el mimetismo del inquilino del Palacio de Planalto se repite, Estados Unidos trasladó su embajada en Israel a Jerusalén y su alumno ya prometió lo mismo.

Ahora dejó entrever, en entrevista al Sistema Brasileño de Televisión, que contaría con una base militar del imperio en territorio brasileño para sumar a su nación al poderío estadounidense en la región, expresado en más de 75 bases en América Latina y el Caribe, incluyendo la que ocupa ilegalmente y en contra de la voluntad soberana de Cuba, en Guantánamo.

EE. UU. sigue obrando en la región con acciones que niegan la voluntad de sus países expresada en La Habana, en el 2014, cuando la CELAC declaró a América Latina y el Caribe como Zona de Paz. (Redacción Internacional)

FUENTE: GRANMA

DIEZ CONSEJOS PARA MILITANTES DE IZQUIERDA. FREI BETTO

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1. Mantenga viva la indignación.

Verifique periódicamente si usted es de Izquierda. Adopte el criterio de Norberto Bobbio: para la derecha la desigualdad social es tan natural como la diferencia entre el día y la noche. La Izquierda, en cambio, la considera una aberración que debe ser erradicada.

Atención: Usted puede estar contaminado por el virus socialdemócrata cuyos principales síntomas son usar métodos de derecha para obtener conquistas de Izquierda y, en caso de conflicto, agraviar a los pequeños para no quedar mal con los grandes.

2. La cabeza piensa donde pisan los pies.

No se puede ser de Izquierda sin “ensuciarse” los zapatos donde el pueblo vive, sufre, se alegra y celebra sus creencias y sus victorias. Teoría sin práctica es hacerle el juego a la derecha.

3. No se avergüence de creer en el socialismo.

El escándalo de la Inquisición no hizo que los cristianos abandonaran los valores y propuestas del Evangelio. Igualmente, el fracaso del socialismo en Europa del Este no debe inducir a descartar el socialismo del horizonte de la historia humana.

El capitalismo, vigente hace 200 años, ha sido un fracaso para la mayoría de la población del mundo. Hoy día somos 6 mil millones de habitantes. Según el Banco Mundial, 2 mil 800 millones sobreviven con menos de 2 dólares al día; y 1 mil 200 millones con menos de 1 dólar diario. La globalización de la miseria no es todavía mayor gracias al socialismo chino que -a pesar de sus errores- asegura alimentación, salud y educación a 1 mil 200 millones de personas.

4. Sea crítico sin perder la autocrítica.

Muchos militantes de Izquierda cambian de lado cuando pierden la perspectiva. Desplazados del poder se vuelven amargos y acusan a sus compañeros(as) de errore~ y vacilaciones. Como dijo Jesús, ven la paja en el ojo ajeno y no la viga en el propio. No se esfuerzan por mejorar las cosas. Se convierten en meros espectadores y jueces y, al poco tiempo, son cooptados por el sistema.

Autocrítica es no solamente admitir los propios errores. Es aceptar la crítica de los(as) compañeros(as).

5. Conozca la diferencia entre militante y “militonto”.

“Militonto” es aquél que se jacta de estar en todo, de participar en todos los eventos y movimientos, de actuar en todos los frentes. Su lenguaje está repleto de lugares comunes y consignas y los efectos de su accionar son superficiales.

El militante profundiza sus vínculos con el pueblo, estudia, piensa, medita, se califica en una determinada forma y área de actuación o actividad, valoriza los vínculos orgánicos y los proyectos comunitarios. Seguir leyendo DIEZ CONSEJOS PARA MILITANTES DE IZQUIERDA. FREI BETTO

BOLSONARO, WHATSAPP Y CÓMO LLEGAR AL PODER CON LA MENTIRA. ROSA MIRIAM ELIZALDE

ROSA MIRIAM 2

ROSA MIRIAM ELIZALDE

Los ingenuos que creen en la democracia digital han olvidado que la información no fluye en el vacío, sino en un espacio político que ya está ocupado, organizado y estructurado en términos de poder. Y si alguien tenía alguna duda, ahí está Brasil para confirmarlo.

La lección de la reciente campaña electoral, en particular la del candidato Jair Bolsonaro, del Partido Social Liberal (PSL), es haber logrado organizar a una potente cibertropa integrada por individuos con experiencia militar que se han involucrado activa y conscientemente en la manipulación de la opinión pública, junto a usuarios comunes políticamente motivados y compañías de comunicación estratégica locales e internacionales que fueron contratadas para intervenir en las redes sociales durante el proceso eleccionario.

El término cibertropas (Cyber troops) fue descrito en el 2017 por el Oxford Internet Institute como “la acción en redes de grupos de cuentas falsas, robots y/o trolls organizados –ya sea rentados o no- cuyo objetivo es producir algún efecto en la opinión publica, en la circulación de la información o en la persecución de opiniones críticas”.

Son sistemas complejos, no centralizados, que funcionan de forma celular y no necesariamente tienen contactos unos con otros. Sin embargo, demuestran actividad coordinada y una agenda temática común. Para tener éxito necesitan de la convivencia de tres factores: redes sociales (individuos relacionados), una fuerte motivación y plataformas sociales.

Quien haya seguido de cerca las elecciones brasileñas encontrará cientos de evidencias que confirman que, detrás de la retórica antisistema y la aparente torpeza en el uso de las herramientas digitales que mostraba Bolsonaro, hubo un diseño de laboratorio y expertos que aprovecharon el contexto eleccionario para aplicar innovaciones en las tecnologías de comunicación política, como ha venido ocurriendo en otras contiendas de la última década, desde la de Barack Obama (2008), el Brexit (2016), Donald Trump (2016), Macron (2017)… hasta Bolsonaro.

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LA AMENAZA DE BOLSONARO. EDITORIAL DE LA JORNADA

La Jornada
Se ha señalado en días recientes que el gobierno que en breve encabezará en Brasil el ultraderechista Jair Bolsonaro plantea graves amenazas para la democracia, la economía y la sociedad brasileñas. Los propósitos autoritarios, el fundamentalismo neoliberal y las expresiones misóginas, homofóbicas y racistas del presidente electo hacen temer severas regresiones del mayor país de Latinoamérica. Por añadidura, en los medios brasileños cunde la justificada preocupación por los recientes amagos de intolerancia y favoritismo del ex capitán, quien en días pasados anunció su propósito de excluir del reparto de los fondos de publicidad oficial –500 milones de dólares– a las instancias de información que lo han criticado, como el diario Folha de Sao Paulo, al que prometió acabar, en lo que constituye un amago dictatorial e inadmisible. A ello se suman las cerca de 75 amenazas que partidarios de Bolsonaro han formulado en contra de informadores y que derivaron en violencia física.

Así pues, a sus elogios de la represión y la exclusión, el próximo mandatario brasileño ha sumado el elogio de la censura, y es imposible desvincular semejante ofensiva en contra de medios y comunicadores –que hace palidecer los virulentos ataques de Donald Trump a periodistas, diarios y cadenas de televisión estadunidenses–, de una arremetida en contra de la democracia, la civilidad y la convivencia, de por sí difíciles en el polarizado contexto político y social del Brasil contemporáneo. Es claro que varios de los designios gubernamentales de Bolsonaro son de imposible o muy difícil materialización en presencia de una información diversa y crítica y que para su cumplimiento requieren del silencio de las dictaduras. Por ello, la situación comentada debiera ser tomada como un mensaje de alerta por el conjunto de la sociedad brasileña, la cual padeció en el pasado los horrores de un régimen totalitario.

Por lo demás, el peligro de Bolsonaro no se restringe al territorio brasileño, sino que se extiende a la proyección internacional del próximo gobierno. En una entrevista publicada el viernes de la semana pasada por el Correio Braziliense, el político glicerense manifestó su determinación de romper las relaciones diplomáticas entre su país y Cuba –porque, según dijo, no tiene sentido mantenerlas–, una medida que ningún gobierno latinoamericano, por derechista que haya sido, se ha atrevido a tomar desde el fin del ciclo de dictaduras militares que asolaron a la región. Por su parte, el general retirado Hamilton Mourao, vicepresidente electo de Brasil, amenazó con intensificar la presión diplomática hacia Venezuela con el propósito de deponer al régimen chavista, en lo que constituye una actitud injerencista que violenta la legalidad internacional e introduce tensiones adicionales en un entorno sudamericano que hasta hace dos años avanzaba hacia la armonía, la cooperación y la integración bajo gobiernos de signo progresista y que hoy está dominado por las derechas regresivas.

Como signo de estos tiempos, el mandatario chileno, el derechista Sebastián Piñera, acaso envalentonado por la reciente victoria electoral de Bolsonaro en Brasil, abandonó la mesura verbal que lo había caracterizado y arremetió en contra de las autoridades de Cuba y Venezuela; de las ex presidentas de Argentina y Brasil, Cristina Fernández y Dilma Rousseff, respectivamente; de los ex mandatarios brasileño y ecuatoriano, Luiz Inácio Lula da Silva y Rafael Correa, y del actual jefe de Estado boliviano, Evo Morales.

En suma, el fenómeno de Bolsonaro no sólo amenaza con destruir la democracia brasileña sino también con convertirse en un factor tóxico y desestabilizador para toda América Latina.

Fuente: LA JORNADA

VOLVEMOS A LA DICTADURA, POR VÍAS DEMOCRÁTICAS. FREI BETTO

FreiBetto

FREI BETTO

En Brasil, el resultado electoral que acaba de consumarse le abre la puerta a nuevos tiempos de turbulencia, para una sociedad tan radicalizada como contaminada por impulsos y emociones, sin ninguna perspectiva histórica.

Volvieron.

Y están al acecho.

Esa derecha que hoy se fortalece desde Brasil viene a fomentar su enraizamiento y expansión, poniendo en peligro a toda la región, porque Bolsonaro representa la vuelta de la dictadura por vías democráticas, tal como sucedió en 1933 con el ascenso de Hitler en Alemania.

¿Puede ser? Pudo ser, gracias al caos político que atraviesa nuestro país, producto de un proceso que se viene dando desde 2013, con la sociedad totalmente descreída de las instituciones. Generaron el hueco y dejaron un vacío que cualquiera podía llenar, cualquiera que no fuera Lula, porque Lula estaba prohibido, porque hubo un fraude inapelable y porque dieron un golpe dentro del golpe, encarcelándolo con total impunidad.

Al “flamante presidente”, como a toda la derecha, no le interesa el bienestar ni el crecimiento de nuestra gente, puesto que no busca garantizar la educación ni la cultura para el pueblo.

Y mucho menos el desarrollo de alguna conciencia crítica.

Neoliberalismo puro y duro, que se propaga por el camino del consumismo, pregonando una Escuela “sin ideología”: léase, jóvenes sin protagonismo social, ni político.

¿Pero quién es Jair Bolsonaro?

Un fascista, un homofóbico, un antiambientalista, un racista que reivindica la tortura y el asesinato como métodos para combatir la criminalidad.

Tristemente, la primera vuelta nos trajo muchas sorpresas, porque hasta último momento confiábamos en las chances de Haddad y Manuela, sobre todo después del rechazo masivo que las mujeres manifestaron con mucha fuerza, ante su arenga machista y discriminadora. Nada fue suficiente para vencer tanto odio y ahora, efectivamente, llegó al poder. Pues entonces sí, esos pobres que representan el 90% del pueblo brasileño serán los más perjudicados, por una política contraria al desarrollo de los trabajadores. De hecho, temo que rompa relaciones con países progresistas.

¿Y entonces? Y entonces, no hay que desmoralizarse, porque aun ante las imágenes de su consagración, Bolsonaro debe tener muy en cuenta una cosa: con la solidaridad internacional, el fortalecimiento del pueblo y la unión de los movimientos sociales, Brasil ha resistido. Y seguirá resistiendo.

No tengan dudas, volveremos a ponernos de pie

EL NEOLIBERALISMO MILLENIAL Y LA CAMPAÑA DE BOLSONARO. YAIR CYBEL Y SEBASTIÁN FURLONG

Comunicación política digital en la campaña presidencial de Jair Bolsonaro.

YAIR CYBEL Y SEBASTIÁN FURLONG

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La intensa campaña electoral en Brasil desencadenó un gigantesco respaldo en primera vuelta hacia la candidatura del ultraderechista Jair Bolsonaro, quien obtuvo el 46% de los votos, pero también dejó como saldo una centralidad casi absoluta de las redes sociales dentro de la arena político-mediática del “gigante sudamericano”. Citando las palabras que Manuel Castells atribuye a Philip Howard (2006), este último fenómeno podría tratarse a primera vista de un nuevo episodio de “campañas hipermediáticas”. Sin embargo, el mediactivismo en redes sociales propias y “vinculadas” que desplegó Bolsonaro principalmente entre el pasado 6 de septiembre -jornada en que fue apuñalado en el abdomen durante un acto de campaña en Minas Gerais- hasta abandonar la vida hospitalaria el 29 de aquel mes resulta digno de ser analizado, puesto que durante este período de tiempo se vio obligado por circunstancias excepcionales a recurrir a las diferentes plataformas digitales para la difusión de su imagen y de sus propuestas en tiempo real. Este artículo pretende adentrarse en las características de la exitosa campaña presidencial del excapitán del Ejército desde la perspectiva de la comunicación política digital.

Fuente: https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1041044562909777920

La campaña de Barack Obama del año 2008 significó un verdadero punto de inflexión en la utilización de las redes sociales para los fines de la comunicación política. De allí en adelante, los candidatos del arco político-ideológico más diverso se han valido de las nuevas tecnologías digitales para consolidar discursos tendientes a captar, alcanzar y organizar a sus efectivos y potenciales votantes, sin por ello relegar los actos territoriales, la interacción cara a cara y, por supuesto, la difusión de mensajes en los medios masivos de comunicación más tradicionales. La primera vuelta de las elecciones presidenciales en Brasil, país con una penetración de Internet cercana al 70%, trajo consigo un escenario marcado por el crecimiento del impacto de la actividad en redes sociales y su primacía por sobre otros medios.

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PREFACIO PARA UN DESASTRE. ATILIO BORÓN

ATILIO BORÓN

Habrá que luchar hasta el final, pero la victoria de Jair Bolsonaro parece ya la crónica de una muerte anunciada. Y la palabra muerte está bien usada porque eso es lo que representa este personaje de la “lumpen-política” que durante casi 28 años pasó desapercibido en el corrupto Congreso brasileño. Muerte cuando propuso entrar con un “lanzallamas” al ministerio de Educación para erradicar hasta el último vestigio de las enseñanzas del gran educador Paulo Freire. Muerte porque bajo su égida habrá un considerable refuerzo del autoritarismo en la escuela y en la sociedad, y se librará una guerra sin cuartel al pensamiento crítico en todas sus variantes. Muerte porque ha prometido represión y cárcel para todos quienes representan el pasado petista, aunque no pertenezcan a ese partido. Declaró en varias oportunidades que va a ilegalizar al marxismo y al “gramscismo” (aunque no  dijo cómo) y que recortará drásticamente el presupuesto de facultades e institutos de investigación en ciencias sociales. Según  este santo varón, su gobierno invertirá en ciencias “que produzcan cosas” (lavarropas, palas, tornillos, etcétera) y no palabras o ideologías.

Este verdadero troglodita, al que circunstancias fortuitas y un golpe de la Diosa Fortuna lo convirtieron en el casi seguro presidente de Brasil, fue favorecido con enormes sumas de dinero (por completo ilegales) una vez que la clase dominante brasileña cayó en la cuenta que los protegidos por Fernando H. Cardoso como candidatos del PSDB y la elite tradicional de Brasil agrupada en el PMDB eran repudiados o ignorados por el electorado.  Pragmática e inescrupulosa como siempre la derecha llegó a la conclusión que si no se podía derrotar al lulismo con sus candidatos “democráticos” propios – tal como antes ocurriera con José Serra (dos veces) Geraldo Alckmin, y Aecio Neves- debía hacerlo con cualquiera que pudiera, aún cuando fuese un patético emisario rescatado de las cloacas de la dictadura que asoló al país por más de veinte años. Se ratifica por enésima vez que la derecha no tiene la más mínima lealtad hacia la democracia, como lo demuestra su apoyo a Bolsonaro. Además éste cuenta con el respaldo de Donald Trump para reorganizar a la derecha en todo el hemisferio y el asesoramiento  del equipo que dirigió la campaña presidencial de Trump. Se dice además que Steve Bannon en persona está colaborando en la estrategia propagandística  del “candidato del orden”.

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JORNADA MUNDIAL DE LA RED EN DEFENSA DE LA HUMANIDAD EN LAS REDES SOCIALES: FASCISMO O DEMOCRACIA EN BRASIL

ConvocatoriaCon miras a la segunda vuelta de las elecciones presidenciales en Brasil el próximo 28 de octubre, y ante el inminente peligro de que gane el representante del fascismo y la barbarie, la Red en Defensa de la Humanidad, convoca a una Jornada mundial en las redes sociales con el título: FASCISMO O DEMOCRACIA EN BRASIL

Fecha de la Jornada: desde el 19 hasta el 28 de octubre

Twitazzo: el 23 de octubre desde las 10:00am hasta las 06:00pm

Etiquetas: #ContraOFascismoNoBrasil

Cuentas líderes a seguir en twitter: @mariliakit5, @edhcuba, @omartodavia, @nayarlopez_nl, @clio1968, @aguerraguerra, @humanidadenred, @KatuArkonada, @atilioboron, @TheIntCom

Páginas en facebook para compartir y difundir las informaciones:

https://www.facebook.com/Cuba.EDH/

https://www.facebook.com/emdefesadahumanidadeBrasil/

BRASIL: FRENTE AMPLIO ANTIFASCISTA. ÁNGEL GUERRA CABRERA

ÁNGEL GUERRA CABRERA

La abrumadora victoria del nazi Jair Bolsonaro en la primera vuelta de las elecciones brasileñas no debe ser subestimada. Brasil es la octava potencia mundial, con posición geopolítica de primer orden en América del Sur. Bolsonaro, descaradamente chovinista, misógino, racista, homófobo, proyanqui y prosionista, detesta los valores democráticos. Es la continuación del golpe de Estado contra la democracia, iniciado mucho antes del golpe parlamentario que tiró a Dilma con una extraña movilización de masas y una campaña mediática internacional que dibujó al PT como el único partido corrupto del país. Campaña salida del Departamento de Justicia estadunidense, promotor del caso Odebrecht y las miserables delaciones retribuidas.

Bolsonaro no es un hecho local. Se inscribe en una corriente mundial de ascenso del fascismo, que tuvo su primera expresión rotunda en la elección de Donald Trump, a quien casi nadie tomó en serio, igual que al ex militar hasta hace unos meses. Lo mismo ocurrió con Hitler. Esta corriente eslabona hoy a Trump, Le Pen, Salvini, Orban y, por supuesto, Netanyahu, entre otros. Está creando una internacional con articuladores como Steve Bannon, ex jefe de campaña del hoy inquilino de la Casa Blanca, y generosos donadores como los hermanos Koch, grandes entusiastas de Bolsonaro. Aunque no sean abiertamente fascistas, Duque, Macri y Piñera son fanáticos neoliberales y en un eventual triunfo de Bolsonaro el 28 de octubre, constituirían un peligroso polo reaccionario en América del Sur.

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EN DEFENSA DE LA DEMOCRACIA, EN DEFENSA DEL PUEBLO BRASILERO

Desde la Red de Intelectuales, Artistas y Movimientos Sociales en Defensa de la Humanidad asistimos con gran preocupación a los acontecimientos políticos que vienen sucediendo en Brasil.

Denunciamos en su momento el golpe parlamentario contra la Presidenta legítima Dilma Rousseff, y protestamos contra el encarcelamiento, sin pruebas, del Presidente Lula, cuyo único delito fue sacar de la pobreza a millones y millones de brasileños y brasileñas, algo que las élites trasnacionales y el imperialismo estadounidense no perdonan.

Ahora, asistimos con horror al auge de un candidato abiertamente fascista, misógino, homófobo y racista. Un candidato que representa todos los anti valores de una sociedad democrática. Este auge se enmarca en la profunda crisis que el modelo económico neoliberal ha provocado en nuestras sociedades, y se monta sobre el odio y la frustración de amplias capas de la población, para elevar y posicionar figuras como Trump, Le Pen, Salvini o Netanyahu.

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(LULA) UN DÍA DE TENSIÓN ABSOLUTA. ERIC NEPOMUCENO

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ERIC NEPOMUCENO

Desde Río de Janeiro

Ha sido un domingo de sorpresas y tensión permanente, y que terminó a eso de las ocho de la noche con una clara demostración de que cualquier jugada jurídica será adoptada para evitar que Lula da Silva salga de la cárcel.

La sorpresa surgió a media mañana, cuando el juez Rogerio Favreto, que estaba de guardia en el tribunal regional federal de Porto Alegre, de segunda instancia, acató un pedido de hábeas corpus impetrado por los defensores de Lula da Silva. La decisión final le tocó al juez Carlos Eduardo Thompson Flores, presidente del tribunal, que dejó sin efecto la decisión del colega. La tensión se extendió por unas diez horas, mientras se aguardaba la libertad de Lula.

Vale recordar que Thompson Flores ha sido el magistrado que, hace algunos meses, sin haber siquiera leído la condena del juez de primera instancia Sergio Moro a Lula da Silva, opinó que se trataba de “una pieza irreprochable”. Semejante parcialidad se transformó en el tono común de cualquier movimiento de cualquier tribunal cuando se trata de mantener preso a Lula da Silva.

El día de ayer estuvo marcado por una increíble serie de maniobras jurídicas y de la Policía Federal contra el expresidente, sentenciado en un juicio plagado de arbitrariedades e irregularidades que culminó con una condena sin que surgiese una única y miserable prueba de que haya cometido los delitos que le imputaron.

Una vez más, quedó claro de toda claridad que impera en Brasil una politización extrema de la justicia, y que la decisión de impedir que Lula se presente a las elecciones presidenciales de octubre –en los sondeos, a propósito, él aparece con más del doble de intención de votos que su más cercano adversario– es irreversible.

Más de un centenar de abogados y juristas se manifestaron a lo largo de ayer señalando una a una las irregularidades y aberraciones registradas a lo largo de la jornada. En vano: al final, ninguna sorpresa:   Lula siguió encarcelado y aislado.

Por la mañana el juez Rogerio Favreto, quien estaba de guardia desde las siete de la noche del viernes hasta las once de la mañana de hoy, acató el pedido de hábeas corpus de tres diputados del PT de Lula (uno de ellos, Wadih Damous, integra el cuerpo de abogados que defienden al ex presidente). El magistrado ordenó a la Policía Federal que procediese a la inmediata liberación de Lula. Empezaron entonces las maniobras absurdas.

Determinan las reglas de todos los tribunales brasileños que el magistrado que se encuentre de guardia tiene autoridad para adoptar la decisión que sea. Eventualmente, tal decisión podrá ser revisada y revertida por el pleno, pero no puede bajo ninguna circunstancia dejar de ser acatada.

Pues el primero en desacatarla ha sido el juez de primera instancia Sergio Moro, que cometió, con un solo gesto, dos gravísimas irregularidades. La primera: no le toca a un juez de primera instancia manifestarse sobre una decisión de la instancia superior. La segunda: Moro está en Portugal, y los jueces están rigurosamente prohibidos de emitir determinaciones mientras disfrutan de sus vacaciones. Renovando sus intermitentes demostraciones de prepotencia, el juez travestido de justiciero atropelló las reglas con la seguridad de quien está por encima del bien, del mal y de las leyes más elementales.

Casi enseguida otro magistrado de segunda instancia, João Pedro Gebran Neto, anuló la decisión de su colega. Para empezar, no era Gebran Neto quien ejercía la guardia del tribunal regional de Porto Alegre. Y, en segundo lugar, los dos tienen rigurosamente la misma jerarquía.

En caso de que fuese cumplida la decisión de Favreto, le quedaría a Gebran llevar el tema al pleno, pidiendo el retorno de Lula da Silva a la cárcel.

Entonces entra en el escenario el presidente del tribunal, Thompson Flores, para aclarar de una vez por todas que Lula debe seguir preso.

Fue como si reiterase que precisamente para tenerlo detenido se llevó a cabo el golpe de Estado de abril de 2016. Para impedirlo de disputar y ganar las elecciones y revertir el derrumbe del Estado llevado a cabo por Michel Temer y su pandilla, con el respaldo riguroso de los medios de comunicación, del mercado financiero, de las multinacionales y, claro, de los tribunales.

Ha sido un domingo tenso, largo, asustador. Un día que dejó en evidencia el tipo de estado en que vivimos. Y que puso en relieve que la prepotencia y la indisciplina violadora de principios básicos de jerarquía de un juez de provincias cuentan con la impunidad de las instancias superiores.

Ninguna sorpresa: al fin y al cabo, ese mismo juez Moro, que desfila su vanidad por las pasarelas del mundo, grabó y divulgó, en marzo de 2016, una llamada telefónica entre la entonces presidenta Dilma Rousseff y el ex presidente Lula da Silva.

En cualquier país civilizado sería castigado de manera ejemplar. No pasó nada: recibió una diplomática reprimenda de un juez de la Corte Suprema, y listo. Es que ya estaba diseñado el país que vendría a seguir. Ese, de ahora.

¿Hasta cuándo? Por lo que se vio ayer, la temporada de aberraciones será larga.

Fuente: PÁGINA 12, Argentina.

(LULA) EL ESTADO DE DERECHO, UN CAMPO DE GUERRA. EMIR SADER

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En una confirmación de que el Estado de derecho en Brasil se ha vuelto un campo de guerra, una verdadera lawfare, un juez aceptó una solicitud de hábeas corpus para Lula, pedida el viernes por tres diputados del PT, y  decretó la excarcelación del ex presidente de Brasil. El documento llegó a manos de la Policía Federal de Curitiba, donde Lula está detenido hace ya tres meses, de forma ilegal y arbitraria, como prisionero político. La decisión anunciaba la liberación de Lula para ayer mismo por la mañana.

De inmediato la noticia recorrió todo Brasil con reacciones de lo más  contradictorias. Manifestaciones populares empezaron a saludar la decisión aguardada tanto tiempo y la gente comenzó a concentrarse frente a la Policía Federal de Curitiba, donde hay una vigilia permanente junto a Lula desde su detención. Se convocaron manifestaciones por todo el país. En Sao Bernardo do Campo, cerca de la casa de Lula, hubo una gran concentración para aguardar su retorno.

Por el otro lado, TV Globo suspendió la cobertura al detalle que hacía del rescate de los niños en Tailandia para dar la noticia de que Lula sería liberado de inmediato. Pasaron entonces a deducir las consecuencias de que Lula fuera liberado, de que aun así no podría ser candidato, pero que saldría a hacer campaña por todo el país en favor de su candidato y que ello cambiaría totalmente el escenario electoral. Llamaron a sus juristas para alegar la supuesta ilegalidad de la medida del juez (Favreto), aguardando una reacción de Sergio Moro. Este último, sin contar con poder para ello y estando de vacaciones en Portugal, mandó instrucciones a la Policía y publicó su opinión de que la decisión no debería ser cumplida. Empezó en ese momento una escalada de escaramuzas entre el juez que reiteró la decisión de liberar a Lula –puso como plazo las 17.30 horas para que se cumpliera– y los magistrados que opinaban lo contrario.

Jueces en vacaciones, medios de comunicación, movilizaciones populares en todas las grandes ciudades de Brasil, incluso en Curitiba, aguardando la liberación, y en Sao Bernardo do Campo, cerca de la casa de Lula.

Dos de los diputados del PT que presentaron la solicitud de hábeas corpus llegaron temprano a la Policía Federal para garantizar el cumplimiento de la decisión judicial, pero se dieron cuenta de inmediato de la actitud dilatoria del guardia. Hasta que llegó un llamado telefónico de Moro, desde sus vacaciones en Portugal, ordenando que la decisión no fuera atendida. Enseguida mandó un largo texto intentando justificarse, sin que tuviera el derecho de rechazar el hábeas corpus.

La inmensa euforia de la posibilidad de tener a Lula libre sirvió, por lo menos, como ensayo general para su liberación. Volvió a quedar vivo en la mente de todos la posibilidad concreta de que Lula salga. Y no hay nada que mueva más al pueblo brasileño que esa esperanza concreta.

Lula, por su lado, se mantuvo sereno y dijo a un diputado del PT que estuvo con él que no creía que fuera liberado ahora. Y a pesar de que corriera la noticia, al final de la tarde, de que él estaba siendo sometido a exámenes para ser liberado.

De todas maneras, la cuestión jurídica no está resuelta, ni siquiera con la anulación de la concesión del hábeas corpus por el presidente del Tribunal de donde salió la decisión, porque sólo lo podría hacer el pleno del Tribunal. Queda siempre la palabra del Supremo Tribunal Federal, de que un juez afirmó que la decisión de la concesión del hábeas corpus fue legal y que Moro actúa con desesperación.

Un grupo de abogados por la democracia entró con un pedido de prisión de Sergio Moro por incumplimiento de decisión judicial, dado que no le compete a él     no respetar una decisión judicial.

El pueblo se movilizó en las calles como no lo había hecho durante el Mundial de Fútbol, con entusiasmo, alegría, con esperanza, como si este domingo fuera un ensayo general para que Lula efectivamente salga libre.

Si Lula ya era el centro de la vida política brasileña aun preso, ahora entonces la esperanza de que él efectivamente sea liberado –y el fantasma de que ello ocurra para la derecha– comandará más todavía la vida política brasileña, a menos de tres meses de la primera vuelta de las elecciones presidenciales.

Fuente: PÁGINA 12, Argentina

(LULA) LA MECHA ENCENDIDA. NICOLÁS TROTTA

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No está claro que ocurrirá con Lula en los próximos días. Pero incluso si continuase detenido de forma ilegítima en Curitiba algo habrá cambiado este 8 de julio de 2018. Ya se ve con claridad aún mayor la manipulación en la que se encuentra el órgano judicial brasileño. Estos hechos contribuyen a que la sociedad adquiera conciencia del momento de inflexión en el que se encuentra su nación. En las próximas semanas Brasil se juega su futuro. Una candidatura de Lula para las presidenciales del 7 de octubre permitiría que Latinoamérica recupere el camino del desarrollo y la integración, aprendiendo de las equivocaciones y avanzando en las transformaciones pendientes.

Cuando se secuestra la democracia ya no hay justicia. El golpe parlamentario a Dilma Rousseff en 2016 fue el primer avance contra el proceso de transformación que transitaba Brasil. Los gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT), como todo ciclo político, fueron heterogéneos. Implicaron avances inéditos pero no alcanzaron a reconfigurar la correlación de fuerza con el verdadero poder de las elites brasileñas. El día que Dilma resultó reelecta, en octubre de 2014, venciendo por estrecho margen a Aécio Neves, las fuerzas conservadoras decretaron que ya habían prestado por demasiado tiempo el gobierno, y salieron a recuperar lo que sienten que les pertenece y las urnas les negaron.

Mediante la ilegítima destitución de Dilma pensaban que era el acabose de la izquierda brasileña. Los golpistas, angurrientos, implementaron políticas de ajuste que llevaron a que las encuestas entierren al opaco Michel Temer por debajo del 5% de aprobación. Cualquier similitud con la realidad argentina no es pura coincidencia. La sociedad, pasiva y ensimismada en su propio progreso, simplemente comparó y tomó conciencia que los avances no fueron magia. Allí pusieron en movimiento el segundo estadio del golpe: destruir la credibilidad de Lula, encerrándolo para proscribirlo. Especulaban que esa sí sería la definitiva muerte política del PT y de sus líderes Lula y Dilma. Pero nuevamente se equivocaron. Lula crece y encabeza todas las encuestas y triunfa en todos los escenarios. Cada nuevo indicador social y económico del gigante latinoamericano demuestra descomposición y se traduce en un impulso en la imagen y los votos del tornero.

Desacreditado en los medios de comunicación, perseguido, condenando siendo inocente y en prisión, Lula cobra su verdadera dimensión histórica. Entre la sangre y el tiempo decidió por el tiempo. Rodeado de seguidores aceptó cumplir una condena cuestionada por juristas y líderes globales, con la convicción de que el tiempo coloca a cada personaje en el lugar que corresponde. Como hace unos días me transmitió Pepe Mujica, Lula no está preocupado por su situación personal sino por el enorme retroceso que atraviesa el Brasil y el impacto en los sectores populares.

El juez Rogerio Favreto, del Tribunal Regional Federal de la Cuarta Región con sede en Porto Alegre, concedió un “habeas corpus” a Lula a partir de la presentación del viernes pasado de unos diputados del PT y exigió que la medida sea cumplida de forma urgente. El juez Sérgio Moro, uno de los responsables de sostener el estado de excepción en el que se encuentra Brasil, de vacaciones en Portugal y de forma ilegal contraría la decisión de segunda instancia y ejerce su influencia para que no sea liberado.

La decisión de Favreto revela que desde un rincón de la Justicia surgió un signo de rebeldía contra el sistema persecutorio que se impone. Aunque se fracase en la efectiva libertad de Lula ya se dio un paso. Quien hoy posee en las encuestas más chances de triunfar en octubre, si Lula no es candidato, es Jair Bolsonaro, un fascista que declaró que “el error de la dictadura fue torturar y no matar” y que “Pinochet debería haber matado más gente.” Lula es un reformista. Como dirigente sindical hace del consenso y el diálogo un dogma. La sociedad espera, atenta.

El futuro es imprevisible. El “habeas corpus” es un cachetazo a la sociedad y a la dirigencia de izquierda latinoamericana. Nos despierta y nos recuerda que la única lucha que se pierde es la que se abandona. Hace unas semanas le pregunté a Dilma Rousseff por qué el pueblo brasileño era tan pasivo frente a la injusta persecución y el encarcelamiento de su líder. “La reacción del pueblo brasileño es explosiva”, me respondió. Tal vez hoy se haya encendido la mecha.

* Rector de la UMET – @trottanico

LO PEOR DEL GOLPE: IMPOSIBILITAR EL ESTADO SOCIAL BRASILEÑO. LEONARDO BOFF

BOFF

LEONARDO BOFF

Los hechos recientes, de la prohibición al Premio Nobel de la Paz Adolfo Pérez Esquivel (1980) y a otros notables de la política de visitar al expresidente Lula, un prisionero político y amigo de todos los que querían verlo, son la prueba más cabal de que vivimos bajo un régimen de excepción jurídico-mediático. Las togas mandan. La jueza Catarina Lebbos, brazo derecho del juez Sergio Moro, revela rasgos de crueldad y de inhumanidad al prohibir a un médico examinar el estado de salud del expresidente. No estoy seguro, pero desconfío de que tal acto sea incluso criminal, merecedor de castigo.

Lo más grave de nuestra crisis es la estrategia de los muy ricos (0,05% de la población), asociados como siempre a consorcios económico-financieros, hasta extranjeros, incluso con nuestros medios de comunicación monopolistas conservadores, de quebrar el pacto social construido bajo la hegemonía de las fuerzas democráticas y progresistas, contenido en la Constitución de 1988.

Gracias al consenso que ella propició entre los distintos grupos, hasta antagónicos, permitió que se gestaran las bases para la creación de un Estado Social brasileiro. Era un primer paso para atacar nuestra mayor llaga, que es la perversa desigualdad social y conseguir así la inclusión de millones de brasileros y brasileras en la ciudadanía.

La dirección estuvo a cargo de alguien al que las élites del atraso jamás aceptaron pero tuvieron que inclinarse ante el veredicto de las urnas, un obrero, venido de la pobreza nordestina: Luis Inácio Lula da Silva. Por sus políticas sociales había hecho que los del piso de abajo pudieran subir un escalón en la escalera social.

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