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POR QUÉ ME CONCIERNE LA POLÍTICA. GRAZIELLA POGOLOTTI

 

GRAZIELLA POGOLOTTI

Tenía apenas siete años. Vivía en Italia con mi tía abuela. En la escuela gozaba de mucha popularidad entre mis compañeras. Me sentía muy feliz. En aquel verano de 1939, como siempre, estaba pasando las vacaciones en la aldea natal de mi abuelo paterno. Con el grupito de amigos salía a buscar setas en los bosques. Jugábamos en la yerba recién cortada, apilada para preparar el heno que alimentaría a los animales en el duro invierno nevado. Algunos de aquellos muchachos, lo supe mucho después, se alzarían en la resistencia antifascista y morirían en la contienda.

De repente, estalló la tormenta. En la frontera de Polonia había comenzado la guerra. Para mí, Polonia era el nombre desconocido de un lugar ignoto. Con extrema urgencia había que recoger los pocos bártulos que me acompañaron en las vacaciones, marchar a París y seguir viaje a Cuba. En el tren se mostraban las señales de aquelarre. Jóvenes turistas británicos, convocados al servicio militar, llenaban los pasillos portando shorts y raquetas de tenis. Quizá algunos marchaban hacia la muerte.

En París conocí las ventanas tapiadas, la alarma por amenaza de ataques aéreos a cualquier hora, el refugio apresurado en los sótanos, las máscaras antigás. Después de muchos avatares que he contado en otra parte, llegué a Cuba, junto con mis padres. Portaba una hoja con una foto y un sello oficial que se llamaba pasaporte. Nada sabía de la Isla. Caí en medio de un idioma ininteligible, entre personas y costumbres desconocidas. Tuve que esperar por septiembre del año siguiente para integrarme a la escuela. Un mes más tarde ya había aprendido el significado del 10 de Octubre y algo sabía de Carlos Manuel de Céspedes. Pero el trauma del desarraigo tardó mucho en superarse. Fueron noches de dormir inquieto, de irritabilidad siempre a flor de piel. Me llegaron cartas de mis 40 compañeritas de clases que me recordaban y me echaban de menos. Luego, la guerra impuso el silencio.

Comprendí entonces que cualquier acontecimiento político ocurrido en algún lugar del planeta podía tener consecuencias en mi vida y mi destino. Tenía que aprender y entender.

Fui siguiendo el desarrollo de la guerra en un mapa de Europa. Escuchaba la lectura de prensa. En la medida en que mi nueva identidad me iba entrando en la piel y en el alma, me involucré en los sucesos de la nación. Mientras iba madurando, se acrecentaban mi conciencia ciudadana, mi necesidad de explorar las esencias del país y mi voluntad participativa, mi sentimiento solidario con el dolor de nuestra especie.

Mi vivencia personal contribuyó a que me estremeciera la lectura del diario de Ana Frank, culpable tan solo de haber nacido judía. Comprendí la violencia brutal ejercida a través de todas las formas de racismo. Sobre todo, porque pude palparlo desde la cercanía, me indignó el crimen cometido contra la inocencia de la infancia a través de la llamada operación Peter Pan.

Ante la falacia propagada acerca de la supuesta privación de la patria potestad, miles de niños fueron enviados hacia lo desconocido. Muchos de ellos padecieron las ásperas condiciones de los orfanatos. La gran mayoría quedó marcada para siempre por una experiencia traumática.

Me concierne la política porque tengo que discernir la verdad en un planeta amenazado por la depredación, por la supresión de la diversidad cultural, por la propagación del racismo, por el arranque doctrinal contra los derechos de la mujer, por la imposición de una filosofía basada en el todo vale, por el ascenso de ideas sustentadas por sectas fanáticas, por la reivindicación de las dictaduras que asolaron buena parte de Nuestra América en nombre de una falsa versión de democracia. Seguir leyendo POR QUÉ ME CONCIERNE LA POLÍTICA. GRAZIELLA POGOLOTTI

QUANTA DOR LULA AINDA PODE SOPORTAR? POR QUE O TEMEM TANTO OS SEM-CARÁCTER? CLAUDIA MOTTA E PAULO DONIZETTI DE SOUZA

CLAUDIA MOTTA E PAULO DONIZETTI DE SOUZA / RBA

Perseguido barbaramente há três anos, nesse período ex-presidente perdeu companheira de vida, irmão, neto e amigos. Mas ainda empresta seu olhar sereno e altivo para que a esperança sobreviva
lula, sepelio de artur
Foto: Ricardo Stuckert

Ao se despedir do neto, o ex-presidente Lula disse a Arthur que ele agora está com dona Marisa no céu. E prometeu que quando for encontrá-los também, vai levar o diploma de sua inocência, que vai redimi-lo de todo bullying que o Arthur sofreu na escola. E vai provar que Moro e Dallagnol mentiram.

Quanta dor um homem é capaz de suportar? É impossível saber. A natureza humana é vasta, os limites, extensos. Aos 73 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva parece forçado a testar esses limites.

O ex-presidente foi preso em 7 de abril passado, dia do aniversário de 67 anos de sua companheira de vida, Marisa Letícia. A mulher com quem foi casado por 43 anos morreu em 3 de fevereiro de 2017.

Familiares e amigos atribuem a morte prematura de Marisa Letícia a todo o sofrimento vivido por Lula, pelos filhos e por ela própria. A ciência comprova a relação entre tristeza, angústia, adoecimento.

Depois de 10 meses sem poder conviver com os filhos, netos, com sua bisneta, seus amigos e sem o contato permanente com o povo – vivência que dá ao ex-presidente energia e juventude –, em 29 de janeiro último Lula perdeu o irmão mais velho, Vavá. Também metalúrgico em São Bernardo do Campo, Vavá estava com 79 anos e lutava contra um tipo raro de câncer que afeta os vasos sanguíneos. Contrariando a Lei de Execuções Penais, o ex-presidente foi proibido de participar do velório até o último momento.

A jornalista Nicole Briones, do Instituto Lula, que está “ao lado” do ex-presidente na cobertura da Vigília, em Curitiba, conta que nesse quase um ano Lula só teve medo uma vez. “Era uma manhã de domingo quando os advogados entraram em sua cela e ele não entendeu”. O dia, 8 de julho, e estavam lá pra comunicar que ele estaria livre graças a um habeas corpus do TRF4. Lula não foi solto e manteve a serenidade o dia todo. “Mais tarde, contou que seu medo foi a possibilidade de terem aparecido lá pra comunicar uma notícia ruim sobre o irmão, que já não estava bem”.

Nesta sexta-feira (1º), entretanto, o pior dos medos que um ser humano pode sentir, se confirmou. Lula recebeu a morte do seu neto Arthur, de 7 anos.

“Deveria ser proibido um pai enterrar um filho e um avô enterrar um neto”, disse o ex-presidente, consternado pela dor. Arthur era o único filho de Marlene e Sandro, o mais jovem dos filhos de Lula e Marisa.

Vavá morreu saudoso do irmão ex-presidente. E pobre, como foi durante toda a vida. Como de resto toda a família Lula da Silva, sofria com a injustiça dos ataques, e com as mentiras tecidas ao longo de décadas e que hoje ajudam a alimentar um ódio que corrói a nação.

Era de Arthur, lembra o blogueiro Luiz Müller em texto postado ontem, o tablet apreendido pela força tarefa da Lava Jato há três anos. Naquele 4 de março de 2016, Sérgio Moro promoveu a ação espetaculosa da condução coercitiva de Lula – não sem antes mandar invadir e revirar ao avesso seu apartamento em São Bernardo do Campo. Tudo isso sem que o ex-presidente tivesse recebido sequer um convite para ir depor espontaneamente. Seguir leyendo QUANTA DOR LULA AINDA PODE SOPORTAR? POR QUE O TEMEM TANTO OS SEM-CARÁCTER? CLAUDIA MOTTA E PAULO DONIZETTI DE SOUZA

LULA SOBRE BOLSONARO: “TEM GENTE QUE SE ELEGE PARA GOVERNAR, TEM GENTE QUE SE ELEGE PARA DESTRUIR”

BRASIL DE FATO | Curitiba (PR)
Lula
Lula está preso desde 7 de abril de 2018 / Ricardo Stuckert

“Tem gente que se elege para governar, tem gente que se elege para destruir”. A mensagem indignada do ex-presidente Lula (PT) sobre os dois primeiros meses do governo Bolsonaro (PSL) foi transmitida pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT) e Gleisi Hoffmann (PT) após visita à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba (PR). Os parlamentares conversaram com a militância na Vigília Lula Livre após o encontro com Lula na tarde desta quinta-feira (28).

“[A visita] Sempre é algo inspirador”, resumiu Pimenta. “O presidente Lula já está aqui há quase um ano, numa solitária. De hoje até o final do carnaval, não vai receber nenhuma visita. E ele tem uma consciência do seu papel histórico, sabe por que está aqui, sabe que é um preso político, e sabe o que significa para o povo brasileiro”.

O deputado gaúcho deixou claro que a única saída é manter a mobilização contra a retirada de direitos dos trabalhadores: “O que ele pede para nós é ter capacidade de luta, de resistência, para mobilizar a sociedade sem perder de vista a nossa missão: lutar para que este país seja justo, generoso, com oportunidades para todos”.

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De casa em casa

Presidenta nacional do PT, Hoffmann endossou as críticas de Lula ao governo Bolsonaro. “O Lula tem clareza do papel que o PT e os movimentos populares de esquerda têm na defesa do Brasil. Ele tem uma visão clara de que o Brasil está sendo destruído. Tudo aquilo que nós construímos, desde a Constituição [de 1988], está sendo destruído”, lamentou, ao citar a PEC da Previdência, a entrega do pré-sal, o desmonte da indústria nacional e o alinhamento aos Estados Unidos na política externa. “Lula diz que eles não estão acabando só com os direitos do povo, mas com a soberania nacional”, acrescentou a deputada.

“Nós temos que falar com o povo, nas praças públicas, bater de casa em casa”, reforçou Hoffmann. Segundo ela, falar sobre o legado de Lula é deixar claro que o Brasil só voltará a crescer com políticas públicas de inclusão e redução da desigualdade: “Lula significa um tempo de prosperidade para o povo, como não tivemos em nenhum momento da história”.

 

CARTA ABIERTA DE LULA AL PUEBLO CUBANO

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Queridos amigos de Cuba,

La salud no es un bien, no es propiedad privada. La salud es vida, primera condición para poder hacer cualquier cosa en este mundo. Los servicios de salud no pueden ser tratados como un negocio cualquiera. El oficio de aquel que vela por la salud de los demás siempre será de los más bellos, siempre será una misión, un acto de generosidad y cariño por el prójimo.

En Brasil los médicos cubanos llegaron a los lugares donde no había médicos brasileños. A muchas comunidades pobres, distantes, algunas de ellas indígenas, que jamás habían sido atendidas por un profesional de la salud.

Muchos criticaron al Gobierno de la presidenta Dilma Rousseff por traerlos. ¡Qué bueno sería poder prescindir de ellos! Que Brasil tuviera suficientes médicos con los cuales pudieran ser cubiertas todas las plazas del interior y de las periferias pobres de Brasil. ¡Qué bueno sería que tuviéramos, al igual que Cuba, suficientes médicos hasta para exportar a otros países! Es muy bonito ver como una isla latinoamericana exporta médicos a todo el mundo. Mucho mejor de lo que hacen los países ricos, que exportan soldados, lanzan bombas a las comunidades pobres. Cuba por su parte exporta vida, cariño, salud.

Sucede que no tenemos tantos médicos. Brasil fue el último país de América del Sur en tener una universidad, inaugurada en 1922. ¡Y eso porque tenían que crearla para poder otorgar el título de Doctor al Rey de Bélgica! Brasil y Cuba vivieron siglos de esclavitud y de explotación colonial. Pero de los dos solo Cuba tiene suficientes médicos para exportar al mundo.

Antes que el Partido de los Trabajadores tomara el poder, en Brasil la medicina era una carrera exclusiva para el hijo del rico. Antes de la llegada al poder del PT, el hijo del pobre no tenía ni siquiera el derecho de SOÑAR en ser médico. Creamos cupos para negros y estudiantes de las escuelas públicas en las universidades federales, ampliamos los mecanismos para que los jóvenes pudieran estudiar gratis en las escuelas privadas, o en su lugar pagando bajos intereses una vez finalizados los estudios. Abrimos nuevas universidades, incluso cursos de medicina, en el interior del país. Aumentamos la matrícula de jóvenes pobres y negros en la enseñanza superior. Cuando en 2016 tuvo lugar el golpe de Estado a la democracia, con el objetivo de sacar al PT del Gobierno, una de las primeras medidas adoptadas fue impedir la creación de nuevos cursos de medicina en el país. Prohibir la formación de más profesionales de la salud. Un absurdo.

Pero el propio Gobierno de Michel Temer, a solicitud de los alcaldes de las ciudades, conocedores de lo difícil que era encontrar médicos para las unidades de salud, mantuvo el programa Más Médicos desde 2016 hasta 2018.

Cuando los médicos cubanos llegaron a Brasil, intentaron desacreditarlos de cualquier forma. Pero ellos vencieron debido a la calidad del servicio prestado al pueblo brasileño. Por su dedicación, por la atención médica, por sus conocimientos y profesionalidad, por la medicina humana y preventiva que ponen en práctica. Se ganaron el cariño y la gratitud de millones de brasileños que ahora temen perder nuevamente la atención médica que tantas vidas salvó en Brasil.

Lamento que el prejuicio del nuevo Gobierno contra los cubanos haya sido más importante que la salud de los brasileños que viven en las comunidades más distantes y necesitadas.

Agradezco a los médicos cubanos que supieron sobreponerse a las críticas y prejuicios, y nos enseñaron que una medicina más humana no solo es posible, también es más eficiente para mejorar los indicadores de salud de nuestras comunidades. Finalmente los médicos intercambiaron experiencias y conocimientos con muchos médicos brasileños y alertaron a todos sobre la importancia de la medicina preventiva y la atención médica a las familias.

Es por eso que deseo expresar al pueblo cubano: que puede sentirse muy orgulloso de sus médicos y de sus escuelas de Medicina. En Brasil ustedes ganaron millones de admiradores, el agradecimiento de millones de personas.

El distrito de Batinga, en la ciudad de Itanhém, en Bahía, organizó una marcha con la participación de toda la comunidad para despedir al doctor Ramón Reyes, quien durante años le brindó atención médica y supo ganarse la simpatía de todos. Salieron con carteles donde agradecían todo lo bueno que hizo ese médico y esperanzados con la posibilidad de que él regrese algún día. Un homenaje simple y sincero de un pueblo que recibió los atentos cuidados de un hijo de una lejana isla del Caribe, durante décadas cercada por un feroz bloqueo impuesto por el país más poderoso del planeta, y que, aun así, logra exportar médicos y conocimientos.

Los lazos de fraternidad existentes entre los pueblos son más fuertes que el odio irracional de algunos representantes de la élite.

Es la lección dada por los médicos cubanos en tantos países del mundo y también aquí en Brasil.

Muchas gracias

Luis Inácio Lula da Silva

Fuente: JUVENTUD REBELDE

VOLVEMOS A LA DICTADURA, POR VÍAS DEMOCRÁTICAS. FREI BETTO

FreiBetto

FREI BETTO

En Brasil, el resultado electoral que acaba de consumarse le abre la puerta a nuevos tiempos de turbulencia, para una sociedad tan radicalizada como contaminada por impulsos y emociones, sin ninguna perspectiva histórica.

Volvieron.

Y están al acecho.

Esa derecha que hoy se fortalece desde Brasil viene a fomentar su enraizamiento y expansión, poniendo en peligro a toda la región, porque Bolsonaro representa la vuelta de la dictadura por vías democráticas, tal como sucedió en 1933 con el ascenso de Hitler en Alemania.

¿Puede ser? Pudo ser, gracias al caos político que atraviesa nuestro país, producto de un proceso que se viene dando desde 2013, con la sociedad totalmente descreída de las instituciones. Generaron el hueco y dejaron un vacío que cualquiera podía llenar, cualquiera que no fuera Lula, porque Lula estaba prohibido, porque hubo un fraude inapelable y porque dieron un golpe dentro del golpe, encarcelándolo con total impunidad.

Al “flamante presidente”, como a toda la derecha, no le interesa el bienestar ni el crecimiento de nuestra gente, puesto que no busca garantizar la educación ni la cultura para el pueblo.

Y mucho menos el desarrollo de alguna conciencia crítica.

Neoliberalismo puro y duro, que se propaga por el camino del consumismo, pregonando una Escuela “sin ideología”: léase, jóvenes sin protagonismo social, ni político.

¿Pero quién es Jair Bolsonaro?

Un fascista, un homofóbico, un antiambientalista, un racista que reivindica la tortura y el asesinato como métodos para combatir la criminalidad.

Tristemente, la primera vuelta nos trajo muchas sorpresas, porque hasta último momento confiábamos en las chances de Haddad y Manuela, sobre todo después del rechazo masivo que las mujeres manifestaron con mucha fuerza, ante su arenga machista y discriminadora. Nada fue suficiente para vencer tanto odio y ahora, efectivamente, llegó al poder. Pues entonces sí, esos pobres que representan el 90% del pueblo brasileño serán los más perjudicados, por una política contraria al desarrollo de los trabajadores. De hecho, temo que rompa relaciones con países progresistas.

¿Y entonces? Y entonces, no hay que desmoralizarse, porque aun ante las imágenes de su consagración, Bolsonaro debe tener muy en cuenta una cosa: con la solidaridad internacional, el fortalecimiento del pueblo y la unión de los movimientos sociales, Brasil ha resistido. Y seguirá resistiendo.

No tengan dudas, volveremos a ponernos de pie

BRASIL VAI AS URNAS SOB O OLHAR ATENTO E PREOCUPADO DO MUNDO. RIBAMAR FONSECA

RIBAMAR FONSECA

Ribamar FonsecaO Brasil vai às urnas neste domingo para escolher seu novo Presidente. Será uma eleição atípica, nervosa e tensa, porque embalada pela intolerância e pelo ódio e, também, porque tutelada por uma justiça vergonhosamente partidarizada, que tirou do povo o direito de votar no candidato da sua preferência. Com uma ação política escancarada, pontilhada por manobras escandalosas, homens e mulheres de toga se empenharam em manter ilegalmente no cárcere o maior líder político do país, o ex-presidente Lula, de modo a impedi-lo, até com a restauração da censura à imprensa, de influenciar o processo sucessório presidencial. Com a valiosa ajuda da mídia, em especial da Globo, a mais alta Corte de Justiça do país criou, com esse comportamento condenado por juristas nacionais e internacionais, as condições ideais para a implantação do fascismo no território pátrio, favorecendo a candidatura extremista de Jair Bolsonaro, perigo percebido até pela imprensa mundial.

Os brasileiros, portanto, mergulham nas urnas neste domingo para eleger não apenas o Presidente, governadores, senadores e deputados mas, principalmente, para escolher o tipo de regime que vigorará no país a partir do próximo ano, se o democrático ou o autoritário, se a paz ou a violência. Será, no fundo, um plebiscito sobre o golpe de maio de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, e sobre o governo Temer, que destruiu a legislação trabalhista, programas sociais e entregou nosso petróleo para as multinacionais estrangeiras. Desse escrutínio, na verdade, ainda não sairá o novo Presidente, mas sim os dois candidatos que seguirão para o segundo turno, quando a batalha será mais encarniçada. Com base nas pesquisas de intenção de votos já é possível afirmar-se que irão para a segunda fase os candidatos Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL. O primeiro, indicado por Lula, representa a paz e o progresso, e o segundo, que defende o uso de armas para solucionar os problemas nacionais, representa o retrocesso, o atraso, o fascismo, a continuidade do governo Temer.

As eleições deste domingo se revestem de grande importância, não apenas para os brasileiros mas, também, para o mundo, dada a relevância do Brasil como o maior país da América Latina e, também, graças ao espaço conquistado entre as grandes potências do planeta pelo governo Lula. Por isso, a imprensa mundial acompanha com muito interesse o nosso pleito, visivelmente preocupada com a possibilidade de vitória do candidato da extrema direita, porque o resultado produzirá inevitáveis reflexos na comunidade internacional. O mais interessado em nossas eleições, ninguém tem dúvidas, são os Estados Unidos, que terão o Brasil de novo a seus pés com Bolsonaro na Presidência da República. Os norte-americanos, que participaram decisivamente da conspiração que culminou com o golpe de 2016 e atuaram em parceria com a Lava-Jato para garantir a prisão do ex-presidente Lula, de modo a impedir o seu retorno ao governo, também interferiram nestas eleições com o objetivo de assegurar a vitória do ex-capitão. Trouxeram para cá, inclusive, o esquema que elegeu Donald Trump: a inundação de fake news nas redes sociais, em especial no whattsapp, para eleger Bolsonaro.  Seguir leyendo BRASIL VAI AS URNAS SOB O OLHAR ATENTO E PREOCUPADO DO MUNDO. RIBAMAR FONSECA

ATILIO BORÓN: NACE UN MONSTRUO

Adolf Hitler, cabo del ejército imperial austriaco; Jair Bolsonaro, capitán del ejército brasileño.

ATILIO BORÓN

ATILIO 1En una taberna maloliente de los barrios bajos del Munich de la primera posguerra un cabo desmovilizado del ejército imperial austriaco –fracasado como pintor y retratista- trataba de ganarse la vida apostando con los borrachos del local a que no lograban acertarle sus escupitajos desde una distancia de tres metros. Si los esquivaba, ganaba; cuando no, debía pagar. Entre una y otra tentativa vociferaba tremendos insultos antisemitas, maldecía a bolcheviques y espartaquistas y prometía erradicar de la faz de la tierra a gitanos, homosexuales y judíos. Todo en medio de la gritería descontrolada de la clientela allí reunida, pasada de alcohol, y que repetía con sorna sus dichos mientras le arrojaban los restos de cerveza de sus copas y le tiraban monedas entre insultos y carcajadas. Años después, Adolfo Hitler, pues de él estábamos hablando, se convertiría, con esas mismas arengas, en el líder “del pueblo más culto de Europa”, según más de una vez lo asegurara Friedrich Engels. Quien en esos momentos -años 1920, 21, 23- era motivo del cruel sarcasmo entre los parroquianos de la taberna resucitaría como una especie de semidiós para las grandes masas de su país y la encarnación misma del espíritu nacional alemán.

Atilio - BOLSONARO 2
La política a punta de pistola.

Salvando las distancias algo parecido está ocurriendo con Jair Bolsonaro, quien encabeza cómodamente las encuestas de la primera vuelta de la elección presidencial de Brasil. Sus exabruptos reaccionarios, sexistas, homofóbicos, fascistas y su apología de la tenebrosa dictadura militar brasileña del 1964 y sus torturas provocaban generalizada repulsa en la sociedad. En el mejor de los casos lo consideraban tan sólo un bufón, un hazmerreír nostálgico de los tiempos del régimen que se abatió sobre el Brasil entre 1964 y 1985.  Por eso, durante dos años su intención de voto nunca superó el 15 o 18 por ciento. Las encuestas de las últimas dos semanas, sin embargo, muestran un espectacular crecimiento de su candidatura. La más reciente le asigna un 39 por ciento de intención de voto. Sabemos que hoy las encuestas de opinión pública tienen enormes márgenes de error; también que pueden ser operaciones mediáticas de la burguesía brasileña dispuesta a instalar en Brasilia a cualquiera que impida el “retorno del populismo petista” al poder. Pero también sabemos, como lo afirma una nota reciente de Marcelo Zero, en Brasil, que la CIA y sus aliados locales han desatado una apabullante avalancha de “fake news” y noticias difamatorias de los candidatos de la alianza petista que encontró un terreno fértil en las favelas y barriadas populares de las grandes ciudades de ese país. (“Tem dedo da CIA nas eleicoes do Brasil”, en www.brasil247.com)

Atilio - Bolsonaro simula fusilamiento petistas
En esta foto Bolsonaro simula el fusilamiento de los petistas.

Esos sectores fueron sacados de la pobreza extrema y empoderados por la gestión de Lula y Dilma. Pero no fueron educados políticamente ni se favoreció su organización territorial o de clase. Quedaron como masas en disponibilidad, como dirían los sociólogos de los años sesenta.  Quienes sí los están organizando y concientizando son las iglesias evangélicas con quienes se ha aliado Bolsonaro, promoviendo un discurso conservador duro, hipercrítico del “desorden” causado por la izquierda en Brasil con sus políticas de inclusión social, de género, de respeto a la diversidad, a los LGBTI y su “mano blanda” con la delincuencia, su obsesión por los derechos humanos “sólo para los criminales.” Uno de sus recursos para atraer a los favelados a la causa de la derecha radical es mandar supuestos encuestadores para preguntarles si les gustaría que a su hijo José le cambiaran de nombre y le llamaran María, para exacerbar la homofobia. La respuesta es unánimemente negativa, e indignada. La  prédica del ex capitán sintoniza nítidamente con ese conservadorismo popular hábilmente estimulado por la reacción. En ese clima ideológico sus escandalosos y violentos disparates, como los de Hitler, decantan como un razonable sentido común popular y podrían catapultar a un monstruo como Bolsonaro al Palacio del Planalto que, como dato adicional habría que recordar que le prometió a Donald Trump autorizar la instalación de una base militar de EEUU en Alcántara, en el estratégico promontorio del Nordeste brasileño que es el punto más cercano entre las Américas y África, cosa a la que se negaron los gobiernos petistas. Si llegase a triunfar sería el comienzo de una horrible pesadilla, no sólo para el Brasil sino para toda América Latina.

Fuente: ATILIO BORÓN, blog del autor.

 

LE SIGUEN CERRANDO EL PASO A LULA

Distintas lecturas tras el atentado a Bolsonaro

El binomio Lula-Haddad no encuentra el visto bueno  del Tribunal Supremo Electoral, y continúan las maniobras contra el Partido de los Trabajadores.
El binomio Lula-Haddad no encuentra el visto bueno del Tribunal Supremo Electoral, y continúan las maniobras contra el Partido de los Trabajadores. 

BRASILIA, septiembre 7.— Las posibilidades de que Lula participe en las elecciones presidenciales de octubre siguen cerradas luego de que el ministro del Tribunal Supremo Federal, Celso de Mello, rechazara el alegato interpuesto por la defensa para suspender la decisión del Tribunal Supremo Electoral (TSE), que votó en contra.

En el entendimiento del magistrado, no sería posible suspender la decisión del poder electoral porque el recurso presentado contra ese dictamen aún no llegó oficialmente al Supremo de Justicia.

En las declaraciones del jueves que divulgó el periódico Brasil de Fato, De Mello arguyó que era prematuro el análisis del dictamen del TSE en virtud de que «el recurso extraordinario mencionado aún no ha sufrido el necesario control previo de admisibilidad por parte de la presidencia del TSE», en alusión a la magistrada Rosa Weber.

El rotativo explicó que los abogados prefirieron no aguardar el análisis de admisibilidad del recurso para permitir que su alegato fuera al plenario del Supremo antes del 11 de septiembre, fecha límite impuesta por el TSE para que el PT presente un nuevo candidato en lugar de Lula.

Por los cálculos de la defensa, el STF no tendría cómo juzgar el recurso a tiempo, pues la Presidenta del TSE ofreció tres días para que los impugnadores y la Fiscalía General de la República se pronunciaran, antes de decidir en el poder judicial si hay discusión constitucional involucrada en el proceso, dijo el rotativo.

Mientras, el ataque que casi le cuesta la vida al candidato ultraderechista Jair Bolsonaro durante un acto de campaña en Juiz de Fora, es entendido por algunos analistas como un terremoto que, sin embargo, puede impulsar su campaña proselitista al convertirlo en víctima.

Bolsonaro fue atacado con un cuchillo por un sujeto que lo hirió en el abdomen y fue llevado a la comisaría por sus propios seguidores. Según ha trascendido sufrió laceraciones en el intestino y el hígado, pero pasó la noche en calma.

Sicólogos entrevistados por Brasil de Fato manifestaron que «un tipo que predica el odio recibió una respuesta de odio», dijo la sicoanalista María Rita Kehl.

«La violencia en las calles aumenta, la violencia contra las mujeres aumenta, en fin, la “sicopatización” de la sociedad en su conjunto aumenta», dijo la especialista, quien señaló que ello ocurre en un país donde la democracia está en duda luego de la maniobra política que depuso a Dilma Rousseff, y la misma manipulación judicial que ahora le cierra el paso a Lula.

El rotativo añadió que Bolsonaro, a quien las encuestas le otorgan un 22 por ciento de preferencias, es una figura conocida por un discurso repleto de prejuicios contra mujeres, negros y pobres, además de atacar con rencor a movimientos populares como el Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra y el Movimiento de los Trabajadores sin techo, además de los partidos identificados con la izquierda.

Su atacante dijo que la agresión era resultado de una decisión personal por estar en desacuerdo con lo que Bolsonaro preconiza.

MANIOBRA ANUNCIADA. ERIC NEPOMUCENO

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ERIC NEPOMUCENO

ERIC 1La verdad es que no hubo sorpresa, pero no por esperada la decisión del Tribunal Superior Electoral –y la forma en que fue emitida– sobre la candidatura presidencial de Lula da Silva dejó de causar impacto en Brasil.

Como se anticipaba hasta en los círculos más allegados al ex presidente, favorito absoluto en todos los sondeos electorales, su candidatura fue impugnada. Se culminó, de esa manera, el golpe institucional que destituyó – vaya coincidencia – la presidenta legítima Dilma Rousseff un mismo 31 de agosto, el de 2016, e instaló en el poder una camarilla que a lo largo de ese tiempo hizo con que se retrocediera en absolutamente todos los aspectos de la vida brasileña.

En la noche del jueves pasado, el cuarto –y determinante– voto de los siete integrantes del Tribunal Superior Electoral ha sido proferido por Admar Gonzaga, nombrado por Michel Temer y que entre otras perlitas ostenta, en su currículum, una denuncia de agresión efectuada por su entonces esposa. Tal denuncia ha sido respaldada por la Procuraduría General de la República. Sin embargo, nada fue hecho, y el valiente golpeador de mujeres sigue juzgando con idéntica brutalidad.

El voto de Gonzaga ha sido proferido alrededor de las once y cuarto de la noche, en una sesión que a aquellas alturas ya llevaba más de ocho horas de duración. Más impresionante, en todo caso, ha sido la celeridad con que el caso de Lula da Silva llegó al pleno de los magistrados.

El jueves, faltando poco para la media noche en Brasilia, cuando se agotaría el plazo legal, la defensa del expresidente presentó, en el Tribunal Superior Electoral, sus argumentos contra los pedidos de impugnación del registro de la candidatura de Lula da Silva. Horas antes, a las nueve y media de la noche, la presidenta del TSE, Rosa Weber, divulgó la pauta de la reunión extraordinaria convocada para la tarde del viernes. Normalmente, el TSE reúne su pleno en sesiones que ocurren los martes y jueves. Es algo absolutamente excepcional que haya sido convocada una reunión en un viernes, día dedicado por los magistrados al ocio y a la contemplación de sus imágenes en los espejos de la vanidad.

En esa pauta divulgada, el caso de Lula da Silva no aparecía.  Seguir leyendo MANIOBRA ANUNCIADA. ERIC NEPOMUCENO

DECLARACIÓN DEL MINISTERIO DE RELACIONES EXTERIORES DE CUBA

bandera CUBNA 1

El Ministerio de Relaciones Exteriores de la República de Cuba denuncia la inhabilitación de Luiz Inácio Lula Da Silva, que lo priva de presentarse como candidato del Partido de los Trabajadores a la presidencia del Brasil, con lo que se impide que el pueblo brasileño vote por el más popular aspirante a ese alto cargo.

En el mes de abril del presente año, se encarceló a Lula con fines políticos y se le impide acudir a los medios de comunicación, como parte de las maniobras para evitar que las fuerzas políticas que emprendieron un proceso de transformaciones sociales en Brasil, regresen al gobierno.

El Ministerio de Relaciones Exteriores reitera la solidaridad de Cuba con el compañero Lula, el Partido de los Trabajadores y el pueblo brasileño.

La Habana, 1ro de septiembre de 2018.

(CubaMinrex)

COMUNICADO DEL PT: CONTRA LA SUSPENSIÓN POLÍTICA, CON LULA HASTA EL FINAL*

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Ante la violencia cometida hoy (31) por el Tribunal Superior Electoral contra los  derechos de Lula y del pueblo que quiere elegirlo presidente de la República, el Partido de los Trabajadores afirma que seguirá luchando por todos los medios para garantizar su candidatura en las elecciones del 7 de octubre.

Vamos a presentar todos los recursos a los tribunales para que sean reconocidos los derechos políticos de Lula, previstos en la ley y también en los tratados internacionales ratificados por Brasil. Vamos a defender Lula en las calles, junto con el pueblo, porque él es el candidato de la esperanza.

Es mentira que la “Ley de la Ficha Limpia” impediría la candidatura de quien fue condenado en segunda instancia, como es la situación injusta de Lula. El artículo 26-C de esta Ley dice que la inelegibilidad puede ser suspendida cuando haya recurso plausible a ser juzgado. Y Lula tiene recursos tramitando en el Superior Tribunal de Justicia (STJ) y en el Supremo Tribunal Federal (STF) contra la sentencia arbitraria.

Es mentira que Lula no podría participar en la elección porque está detenido. El artículo 16-A de la Ley Electoral prevé que un candidato sub judice (en fase de juicio) puede “efectuar todos los actos relativos a la campaña electoral, incluso utilizar el horario electoral gratuito en la radio y en la televisión y tener su nombre mantenido en la urna electrónica”.

La Justicia Electoral reconoció los derechos previstos en estas dos leyes a decenas de candidatos en recientes elecciones. En 2016, 145 candidatos a alcalde disputaron la elección sub judice, con registro rechazado, y 98 fueron elegidos y gobiernan sus ciudades. ¿Es sólo para Lula que la ley no vale?

El Comité de Derechos Humanos de la ONU determinó a Brasil garantizar los derechos políticos de Lula, incluso el de ser candidato. Y Brasil tiene obligación de cumplir, porque firmó el Protocolo Facultativo del Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos. Y el Congreso Nacional aprobó el Decreto Legislativo 311 que reconoce la autoridad del Comité. El TSE no tiene autoridad para negar lo que dice un tratado internacional que Brasil firmó soberanamente.

Es falso el argumento de que el TSE tendría que decidir sobre el registro de Lula antes del horario electoral, como alegó el ministro Barroso. Los plazos fueron atropellados con el objetivo de excluir a Lula. Son arbitrariedades así que generan inseguridad jurídica. Hay un sistema legal para los poderosos y un sistema de excepción para el ciudadano Lula.

En una semana que avergonzará al Judicario para siempre, la cúpula de ese Poder negoció un aumento del 16,4% en los salarios ya indecentes de ministros y jueces, sancionó la criminosa tercerización de los contratos laborales y ahora atacó frontalmente la democracia, los derechos de los electores y los derechos del mayor líder político del país. Es una suspensión política, basada en la mentira y en la
arbitrariedad, como en el tiempo de la dictadura.

La violencia practicada hoy expone a Brasil ante el mundo como un país que no respeta sus propias leyes, que no cumple sus compromisos internacionales, que manipula el sistema judicial, en complicidad con los medios, para hacer persecución política. Este sistema de poder, fuertemente sostenido por la Rede Globo, llevó el país al atraso, el  pueblo al sufrimiento y trajo el hambre de vuelta.

La candidatura del compañero Lula es la respuesta del pueblo brasileño a los poderosos que usurparon el poder. Lula, y todo lo que representa, está por encima de los casuísmos, de las maniobras judiciales, de la persecución de los poderosos.

Es con el pueblo y con Lula que vamos a luchar hasta el final.

Lula Libre!

Lula Candidato!

Lula Presidente!

*Comisión Ejecutiva Nacional del Partido de los Trabajadores

POR LULA, CRISTINA, CORREA Y MADURO. ÁNGEL GUERRA CABRERA

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  ÁNGEL GUERRA CABRERA

El miércoles 22 Evo Morales tuiteaba: nos unimos al pronunciamiento de la Red de Intelectuales que denuncia acción injerencista de Estados Unidos para derribar el gobierno de Venezuela, e impulsa persecución mediática y judicial contra hermanos Lula, Correa y Cristina.

Ante los continuos triunfos electorales de las fuerzas populares y progresistas y el éxito de sus gobiernos en el combate al neoliberalismo al en elevar el bienestar de nuestros pueblos, Washington y las derechas locales optaron por la tremenda. Lanzaron una contraofensiva integral basada en el esquema de las revoluciones de colores de Eugene Sharp, fundador y cabecilla de la organización ultraderechista Open Society, cuyo historial golpista y desestabilizador recorre la geografía planetaria donde quiera que haya gobiernos que no son del agrado de Estados Unidos.

Evidenciando una vez más en nuestra historia que solo respetan las reglas de la democracia representativa cuando los favorecen, el imperialismo yanqui y las derechas iniciaron una cadena de golpes de Estado contra los gobiernos progresistas. La primera víctima fue la pequeña Honduras, donde derribaron al presidente Manuel Zelaya(2009) por la fuerza de las armas, para lo que contaron con apoyo judicial, parlamentario y mediático. Siguieron los golpes contra el presidente Fernando Lugo en Paraguay(2012) y contra su homóloga Dilma Rousseff(2016) en el gigantesco Brasil.

Pero también ha habido varios intentos derrotados de golpe contra los gobiernos populares. El caso paradigmático es Venezuela por haberse utilizado casi la totalidad de los recursos de la guerra no convencional, híbrida o de cuarta generación. Por solo mencionar algunas acciones muy relevantes, se produjo el golpe de Estado contra el presidente Hugo Chávez en 2002, precedido de un paro patronal y seguido a los pocos meses del paro petrolero, que paralizó la principal industria del país a un costo de miles de millones de dólares. El golpe llegó a sacar del gobierno a Chávez pero duró escasas 48 horas al reinstalar al líder venezolano luego de un contundente contragolpe popular-militar sin precedente. Allí se soldó la unidad cívico-militar que ha vencido los numerosos intentos de derrocar al chavismo, encarnado en los últimos años por el presidente Nicolás Maduro. Entre ellos, las feroces guarimbas de 2014 y 2017, el recrudecimiento sin límites de la criminal guerra económica y mediática y el recientemente frustrado intento de magnicidio contra el mandatario venezolano. No es casual, este estaba por lanzar una verdadera revolución económica y financiera dentro de la revolución, que golpeará muy duro a la especulación contra la economía popular y rompe con el dólar como moneda de cambio.

También fueron objeto de graves intentos de derrocamiento los presidentes Evo Morales (2008) y Rafael Correa (2010), los que, dada su esencia, no pueden calificarse sino de golpes de Estado de nueva generación. Ambos requirieron de una acción enérgica de UNASUR, hoy en proceso de liquidación por el actual gobierno ecuatoriano y otros gobiernos de derecha de América del Sur.  Seguir leyendo POR LULA, CRISTINA, CORREA Y MADURO. ÁNGEL GUERRA CABRERA

(LULA) UN DÍA DE TENSIÓN ABSOLUTA. ERIC NEPOMUCENO

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ERIC NEPOMUCENO

Desde Río de Janeiro

Ha sido un domingo de sorpresas y tensión permanente, y que terminó a eso de las ocho de la noche con una clara demostración de que cualquier jugada jurídica será adoptada para evitar que Lula da Silva salga de la cárcel.

La sorpresa surgió a media mañana, cuando el juez Rogerio Favreto, que estaba de guardia en el tribunal regional federal de Porto Alegre, de segunda instancia, acató un pedido de hábeas corpus impetrado por los defensores de Lula da Silva. La decisión final le tocó al juez Carlos Eduardo Thompson Flores, presidente del tribunal, que dejó sin efecto la decisión del colega. La tensión se extendió por unas diez horas, mientras se aguardaba la libertad de Lula.

Vale recordar que Thompson Flores ha sido el magistrado que, hace algunos meses, sin haber siquiera leído la condena del juez de primera instancia Sergio Moro a Lula da Silva, opinó que se trataba de “una pieza irreprochable”. Semejante parcialidad se transformó en el tono común de cualquier movimiento de cualquier tribunal cuando se trata de mantener preso a Lula da Silva.

El día de ayer estuvo marcado por una increíble serie de maniobras jurídicas y de la Policía Federal contra el expresidente, sentenciado en un juicio plagado de arbitrariedades e irregularidades que culminó con una condena sin que surgiese una única y miserable prueba de que haya cometido los delitos que le imputaron.

Una vez más, quedó claro de toda claridad que impera en Brasil una politización extrema de la justicia, y que la decisión de impedir que Lula se presente a las elecciones presidenciales de octubre –en los sondeos, a propósito, él aparece con más del doble de intención de votos que su más cercano adversario– es irreversible.

Más de un centenar de abogados y juristas se manifestaron a lo largo de ayer señalando una a una las irregularidades y aberraciones registradas a lo largo de la jornada. En vano: al final, ninguna sorpresa:   Lula siguió encarcelado y aislado.

Por la mañana el juez Rogerio Favreto, quien estaba de guardia desde las siete de la noche del viernes hasta las once de la mañana de hoy, acató el pedido de hábeas corpus de tres diputados del PT de Lula (uno de ellos, Wadih Damous, integra el cuerpo de abogados que defienden al ex presidente). El magistrado ordenó a la Policía Federal que procediese a la inmediata liberación de Lula. Empezaron entonces las maniobras absurdas.

Determinan las reglas de todos los tribunales brasileños que el magistrado que se encuentre de guardia tiene autoridad para adoptar la decisión que sea. Eventualmente, tal decisión podrá ser revisada y revertida por el pleno, pero no puede bajo ninguna circunstancia dejar de ser acatada.

Pues el primero en desacatarla ha sido el juez de primera instancia Sergio Moro, que cometió, con un solo gesto, dos gravísimas irregularidades. La primera: no le toca a un juez de primera instancia manifestarse sobre una decisión de la instancia superior. La segunda: Moro está en Portugal, y los jueces están rigurosamente prohibidos de emitir determinaciones mientras disfrutan de sus vacaciones. Renovando sus intermitentes demostraciones de prepotencia, el juez travestido de justiciero atropelló las reglas con la seguridad de quien está por encima del bien, del mal y de las leyes más elementales.

Casi enseguida otro magistrado de segunda instancia, João Pedro Gebran Neto, anuló la decisión de su colega. Para empezar, no era Gebran Neto quien ejercía la guardia del tribunal regional de Porto Alegre. Y, en segundo lugar, los dos tienen rigurosamente la misma jerarquía.

En caso de que fuese cumplida la decisión de Favreto, le quedaría a Gebran llevar el tema al pleno, pidiendo el retorno de Lula da Silva a la cárcel.

Entonces entra en el escenario el presidente del tribunal, Thompson Flores, para aclarar de una vez por todas que Lula debe seguir preso.

Fue como si reiterase que precisamente para tenerlo detenido se llevó a cabo el golpe de Estado de abril de 2016. Para impedirlo de disputar y ganar las elecciones y revertir el derrumbe del Estado llevado a cabo por Michel Temer y su pandilla, con el respaldo riguroso de los medios de comunicación, del mercado financiero, de las multinacionales y, claro, de los tribunales.

Ha sido un domingo tenso, largo, asustador. Un día que dejó en evidencia el tipo de estado en que vivimos. Y que puso en relieve que la prepotencia y la indisciplina violadora de principios básicos de jerarquía de un juez de provincias cuentan con la impunidad de las instancias superiores.

Ninguna sorpresa: al fin y al cabo, ese mismo juez Moro, que desfila su vanidad por las pasarelas del mundo, grabó y divulgó, en marzo de 2016, una llamada telefónica entre la entonces presidenta Dilma Rousseff y el ex presidente Lula da Silva.

En cualquier país civilizado sería castigado de manera ejemplar. No pasó nada: recibió una diplomática reprimenda de un juez de la Corte Suprema, y listo. Es que ya estaba diseñado el país que vendría a seguir. Ese, de ahora.

¿Hasta cuándo? Por lo que se vio ayer, la temporada de aberraciones será larga.

Fuente: PÁGINA 12, Argentina.

(LULA) EL ESTADO DE DERECHO, UN CAMPO DE GUERRA. EMIR SADER

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En una confirmación de que el Estado de derecho en Brasil se ha vuelto un campo de guerra, una verdadera lawfare, un juez aceptó una solicitud de hábeas corpus para Lula, pedida el viernes por tres diputados del PT, y  decretó la excarcelación del ex presidente de Brasil. El documento llegó a manos de la Policía Federal de Curitiba, donde Lula está detenido hace ya tres meses, de forma ilegal y arbitraria, como prisionero político. La decisión anunciaba la liberación de Lula para ayer mismo por la mañana.

De inmediato la noticia recorrió todo Brasil con reacciones de lo más  contradictorias. Manifestaciones populares empezaron a saludar la decisión aguardada tanto tiempo y la gente comenzó a concentrarse frente a la Policía Federal de Curitiba, donde hay una vigilia permanente junto a Lula desde su detención. Se convocaron manifestaciones por todo el país. En Sao Bernardo do Campo, cerca de la casa de Lula, hubo una gran concentración para aguardar su retorno.

Por el otro lado, TV Globo suspendió la cobertura al detalle que hacía del rescate de los niños en Tailandia para dar la noticia de que Lula sería liberado de inmediato. Pasaron entonces a deducir las consecuencias de que Lula fuera liberado, de que aun así no podría ser candidato, pero que saldría a hacer campaña por todo el país en favor de su candidato y que ello cambiaría totalmente el escenario electoral. Llamaron a sus juristas para alegar la supuesta ilegalidad de la medida del juez (Favreto), aguardando una reacción de Sergio Moro. Este último, sin contar con poder para ello y estando de vacaciones en Portugal, mandó instrucciones a la Policía y publicó su opinión de que la decisión no debería ser cumplida. Empezó en ese momento una escalada de escaramuzas entre el juez que reiteró la decisión de liberar a Lula –puso como plazo las 17.30 horas para que se cumpliera– y los magistrados que opinaban lo contrario.

Jueces en vacaciones, medios de comunicación, movilizaciones populares en todas las grandes ciudades de Brasil, incluso en Curitiba, aguardando la liberación, y en Sao Bernardo do Campo, cerca de la casa de Lula.

Dos de los diputados del PT que presentaron la solicitud de hábeas corpus llegaron temprano a la Policía Federal para garantizar el cumplimiento de la decisión judicial, pero se dieron cuenta de inmediato de la actitud dilatoria del guardia. Hasta que llegó un llamado telefónico de Moro, desde sus vacaciones en Portugal, ordenando que la decisión no fuera atendida. Enseguida mandó un largo texto intentando justificarse, sin que tuviera el derecho de rechazar el hábeas corpus.

La inmensa euforia de la posibilidad de tener a Lula libre sirvió, por lo menos, como ensayo general para su liberación. Volvió a quedar vivo en la mente de todos la posibilidad concreta de que Lula salga. Y no hay nada que mueva más al pueblo brasileño que esa esperanza concreta.

Lula, por su lado, se mantuvo sereno y dijo a un diputado del PT que estuvo con él que no creía que fuera liberado ahora. Y a pesar de que corriera la noticia, al final de la tarde, de que él estaba siendo sometido a exámenes para ser liberado.

De todas maneras, la cuestión jurídica no está resuelta, ni siquiera con la anulación de la concesión del hábeas corpus por el presidente del Tribunal de donde salió la decisión, porque sólo lo podría hacer el pleno del Tribunal. Queda siempre la palabra del Supremo Tribunal Federal, de que un juez afirmó que la decisión de la concesión del hábeas corpus fue legal y que Moro actúa con desesperación.

Un grupo de abogados por la democracia entró con un pedido de prisión de Sergio Moro por incumplimiento de decisión judicial, dado que no le compete a él     no respetar una decisión judicial.

El pueblo se movilizó en las calles como no lo había hecho durante el Mundial de Fútbol, con entusiasmo, alegría, con esperanza, como si este domingo fuera un ensayo general para que Lula efectivamente salga libre.

Si Lula ya era el centro de la vida política brasileña aun preso, ahora entonces la esperanza de que él efectivamente sea liberado –y el fantasma de que ello ocurra para la derecha– comandará más todavía la vida política brasileña, a menos de tres meses de la primera vuelta de las elecciones presidenciales.

Fuente: PÁGINA 12, Argentina

(LULA) LA MECHA ENCENDIDA. NICOLÁS TROTTA

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No está claro que ocurrirá con Lula en los próximos días. Pero incluso si continuase detenido de forma ilegítima en Curitiba algo habrá cambiado este 8 de julio de 2018. Ya se ve con claridad aún mayor la manipulación en la que se encuentra el órgano judicial brasileño. Estos hechos contribuyen a que la sociedad adquiera conciencia del momento de inflexión en el que se encuentra su nación. En las próximas semanas Brasil se juega su futuro. Una candidatura de Lula para las presidenciales del 7 de octubre permitiría que Latinoamérica recupere el camino del desarrollo y la integración, aprendiendo de las equivocaciones y avanzando en las transformaciones pendientes.

Cuando se secuestra la democracia ya no hay justicia. El golpe parlamentario a Dilma Rousseff en 2016 fue el primer avance contra el proceso de transformación que transitaba Brasil. Los gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT), como todo ciclo político, fueron heterogéneos. Implicaron avances inéditos pero no alcanzaron a reconfigurar la correlación de fuerza con el verdadero poder de las elites brasileñas. El día que Dilma resultó reelecta, en octubre de 2014, venciendo por estrecho margen a Aécio Neves, las fuerzas conservadoras decretaron que ya habían prestado por demasiado tiempo el gobierno, y salieron a recuperar lo que sienten que les pertenece y las urnas les negaron.

Mediante la ilegítima destitución de Dilma pensaban que era el acabose de la izquierda brasileña. Los golpistas, angurrientos, implementaron políticas de ajuste que llevaron a que las encuestas entierren al opaco Michel Temer por debajo del 5% de aprobación. Cualquier similitud con la realidad argentina no es pura coincidencia. La sociedad, pasiva y ensimismada en su propio progreso, simplemente comparó y tomó conciencia que los avances no fueron magia. Allí pusieron en movimiento el segundo estadio del golpe: destruir la credibilidad de Lula, encerrándolo para proscribirlo. Especulaban que esa sí sería la definitiva muerte política del PT y de sus líderes Lula y Dilma. Pero nuevamente se equivocaron. Lula crece y encabeza todas las encuestas y triunfa en todos los escenarios. Cada nuevo indicador social y económico del gigante latinoamericano demuestra descomposición y se traduce en un impulso en la imagen y los votos del tornero.

Desacreditado en los medios de comunicación, perseguido, condenando siendo inocente y en prisión, Lula cobra su verdadera dimensión histórica. Entre la sangre y el tiempo decidió por el tiempo. Rodeado de seguidores aceptó cumplir una condena cuestionada por juristas y líderes globales, con la convicción de que el tiempo coloca a cada personaje en el lugar que corresponde. Como hace unos días me transmitió Pepe Mujica, Lula no está preocupado por su situación personal sino por el enorme retroceso que atraviesa el Brasil y el impacto en los sectores populares.

El juez Rogerio Favreto, del Tribunal Regional Federal de la Cuarta Región con sede en Porto Alegre, concedió un “habeas corpus” a Lula a partir de la presentación del viernes pasado de unos diputados del PT y exigió que la medida sea cumplida de forma urgente. El juez Sérgio Moro, uno de los responsables de sostener el estado de excepción en el que se encuentra Brasil, de vacaciones en Portugal y de forma ilegal contraría la decisión de segunda instancia y ejerce su influencia para que no sea liberado.

La decisión de Favreto revela que desde un rincón de la Justicia surgió un signo de rebeldía contra el sistema persecutorio que se impone. Aunque se fracase en la efectiva libertad de Lula ya se dio un paso. Quien hoy posee en las encuestas más chances de triunfar en octubre, si Lula no es candidato, es Jair Bolsonaro, un fascista que declaró que “el error de la dictadura fue torturar y no matar” y que “Pinochet debería haber matado más gente.” Lula es un reformista. Como dirigente sindical hace del consenso y el diálogo un dogma. La sociedad espera, atenta.

El futuro es imprevisible. El “habeas corpus” es un cachetazo a la sociedad y a la dirigencia de izquierda latinoamericana. Nos despierta y nos recuerda que la única lucha que se pierde es la que se abandona. Hace unas semanas le pregunté a Dilma Rousseff por qué el pueblo brasileño era tan pasivo frente a la injusta persecución y el encarcelamiento de su líder. “La reacción del pueblo brasileño es explosiva”, me respondió. Tal vez hoy se haya encendido la mecha.

* Rector de la UMET – @trottanico

DILMA: ‘CHOREI NO DIA DA PRISÃO DE LULA’. BIA WILLCOX

BIA WILLCOXEm entrevista a Bia Willcox, nos Estados Unidos, a presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, disse estar “sentindo muito a prisão” do ex-presidente Lula; “Eu não chorei na minha prisão. Eu fiquei três anos na cadeia. Não chorei no meu processo de impeachment. O dia que eu soube que ele ia ser preso, eu chorei. Sabe por quê? Comove muito uma situação de absoluta injustiça”, revelou; para ela, escolher outro candidato “é uma forma de facilitar a vida deles”; “Não existe um processo fácil. Existe a certeza histórica de que todos os processos podem ser revertidos, todos os processos podem ser derrotados”; leia a íntegra

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EN PORTO ALEGRE: NO ES SER PETISTA, ES SER JUSTO Y DEFENDER LA DEMOCRACIA. LEONARDO BOFF

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LEONARDO BOFF

El enjuiciamiento de Lula por el juez de primera instancia, Sergio Moro, y su argumentación final están totalmente vacíos de pruebas concretas. Abundan las deducciones y convicciones subjetivas, inapropiadas al ethos de un juez imparcial. No se acusa a Lula de tener cuentas en el exterior, que nunca tuvo, ni de haber desviado fortunas del erario en beneficio propio. Nada de eso. Se trata de un apartamento de tres pisos en Guarujá sin mayores calificaciones y de una finca en Atibaia, modesta, como modesta era la vida de su esposa María Leticia a la que, hija de agricultores, le gustaba cultivar la tierra.

Las alegadas intervenciones de Lula junto a Petrobrás en favor de la constructora OAS, que a cambio le habría dado el triplex en Guarujá-SP, no se confirmaron. La solución fue entonces la invención de una justificación esdrújula y hasta vergonzosa para un juez mínimamente serio. Escribió: «si no hubo intervención de Lula, hubo sí un acto de oficio indeterminado». Esto equivale a decir: un acto no conocido y por eso inexistente. ¿Cómo puede un juez decidir sobre algo que él mismo no conoce? La situación colocó al juez Moro en dificultades cuando se hizo público que la OAS en negocios hechos en Brasilia empeñó el apartamento de Guarujá, signo de posesión y dominio del inmueble. Por lo tanto, no podía ser de Lula.

El hecho es que no se ha identificado ningún crimen de Lula, mucho menos cuentas en offshores.

Lo que ha quedado claro como la luz del sol es la voluntad condenatoria del juez Sergio Moro y de aquellos en cuyo nombre está actuando: las clases adineradas, el PSDB y parte significativa del PMDB con Temer al frente.

No se puede usar metáforas y ocultar el discurso con malabarismos. Tenemos que decir abiertamente que hubo un golpe parlamentario-jurídico-mediático, hegemonizado por los grupos altamente adinerados (0,05% de la población) que controlan gran parte del área económica y mantiene al Estado rehén de los altos intereses que le cobran para que pueda cerrar sus cuentas. La verdad cristalina es que la elite dominante (según L.G. Belluzzo, no es élite, sólo hay ricos) comenzó a darse cuenta de que el poder proveniente del piso de abajo, con Lula, el PT y aliados, podría consolidarse y cambiar el rumbo del país con políticas sociales de inclusión de millones de pobres, amenazando así sus privilegios. Como siempre han hecho en la historia, organizaron un golpe.

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LULA SALE EN CARAVANA POR BRASIL. EMIR SADER

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EMIR SADER / ALAI

Desde la fundación de PT Lula inauguró una modalidad típica de circular por el país: hacer caravanas, donde llega a lugares nunca mencionados en los medios, habla con gente que nunca tiene su voz oída, les hace llegar su palabra. Fue así como Lula sorprendió en las campañas electorales, cuando tenía muy poco tiempo para hablar en los medios.

caravana-lulaAhora Lula retoma las caravanas. Empieza por el nordeste de Brasil, de donde salió, chico todavía, con su madre y los hermanos, huyendo de la seca. Hace un viaje de 20 días, por 28 ciudades de las 9 provincias de la región, en bus. Empieza por Bahia, pasa por el interior de la provincia y por Salvador, la ciudad mas lulista del país, la mas negra también.

Cruza el rio San Francisco en barco, pasa por las provincias de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piaui y termina esa primera caravana en Maranhão. Visita a ciudades muy conocidas como Salvador, Recife, Fortaleza, así como otras poco conocidas incluso en Brasil, como Cruz das Almas. Estancia, Lagarto, Nossa Senhora da Gloria, Penedo, Arapiraca, entre tantas otras. De las 9 provincias de la región, apenas un gobernador no apoya a Lula, todos los otros lo recibirán en sus provincias. En varias ciudades habrá ceremonias de adhesión colectiva de líderes sindicales, estudiantiles, de mujeres, de negros, de jóvenes, al PT.

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